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Com juros em queda, mercado imobiliário vê cenário mais positivo em 2026

  • Foto do escritor: Izabella Oliveira
    Izabella Oliveira
  • 5 de jan.
  • 3 min de leitura

Depois de um período desafiador, marcado por juros altos e maior dificuldade para conseguir crédito, o mercado imobiliário começa 2026 com sinais mais positivos. A expectativa de queda da taxa Selic, a ampliação das linhas de financiamento e o fortalecimento do programa Minha Casa Minha Vida ajudam a criar um cenário mais favorável para o setor. Mesmo com a cautela típica de um ano eleitoral, a tendência é de retomada gradual do crescimento.



Especialistas do mercado acreditam que o crédito volta a ter papel central neste ano. A projeção é de uma redução entre 2 e 3 pontos percentuais nas taxas de juros, o que deve aliviar principalmente a situação da classe média, hoje a mais impactada pelo custo do financiamento. Segundo a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), a cada 1% de queda da Selic, cerca de 160 mil famílias voltam a ter acesso ao crédito habitacional.


O cenário de 2026 é claramente mais positivo do que o dos últimos anos. A principal atenção, segundo ele, está no ambiente político e nas propostas que serão apresentadas para a área habitacional.


Atualmente, o mercado imobiliário está cada vez mais concentrado nos imóveis voltados à baixa renda. O programa Minha Casa Minha Vida já responde por cerca de 65% da produção imobiliária na cidade de São Paulo, percentual que era de aproximadamente 45% até 2023. Esse segmento segue com vendas mais rápidas e maior liquidez, impulsionado por imóveis de menor valor e condições de financiamento mais acessíveis.


Já os imóveis de valor médio, entre R$ 700 mil e R$ 1,5 milhão, continuam mais pressionados pelo custo do crédito. No segmento de alta renda, acima de R$ 2 milhões, a dependência de financiamento é menor, o que reduz os impactos das oscilações econômicas.


Essa diferença de comportamento entre os segmentos deve continuar ao longo de 2026. Vale destacar que a baixa renda permanece mais protegida, graças às melhorias nos programas habitacionais, ao aumento do orçamento e à elevação dos limites de preço dos imóveis financiados.


Por outro lado, os segmentos de média e alta renda seguem mais sensíveis ao cenário econômico. Isso pode resultar em uma velocidade de vendas um pouco menor e até em alguma desaceleração pontual. Ainda assim, Altero avalia que o controle dos custos de construção e a melhora gradual do acesso ao crédito ajudam a manter as margens das empresas do setor, embora a mão de obra continue sendo um ponto de atenção.



No campo do financiamento, a avaliação também é positiva. O orçamento do FGTS destinado ao crédito habitacional deve aumentar de R$ 127 bilhões para R$ 144 bilhões em 2026. Além disso, seguem os recursos do fundo social do pré-sal e avança o novo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que prevê mudanças capazes de liberar entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões adicionais para o mercado.




Segundo especialistas, esse conjunto de medidas, aliado à expectativa de a Selic encerrar 2026 em torno de 12% ao ano, fortalece o setor imobiliário. Ressaltando que a construção civil trabalha com planejamento de médio e longo prazo e conta com segurança jurídica para manter os investimentos, independentemente do calendário eleitoral.


A queda dos juros também deve impactar positivamente o mercado de capitais ligado ao setor imobiliário. Segundo Marcos Freitas, sócio-fundador da AZ Quest Panorama, os principais beneficiados tendem a ser os fundos imobiliários de tijolo, que investem diretamente em imóveis como shoppings, galpões logísticos e edifícios corporativos.


A expectativa é de redução contínua da vacância nos segmentos logístico e corporativo, além de um mercado de locação mais aquecido no primeiro semestre de 2026. No segundo semestre, o ritmo deve ser mais moderado, influenciado pela Copa do Mundo e pelas eleições.


Freitas também destaca que os efeitos da reforma tributária, com a criação da CBS e do IBS, começam a aparecer de forma ainda tímida em 2026, mas devem ampliar, nos próximos anos, as vantagens tributárias dos fundos imobiliários, que seguem com tratamento fiscal favorecido.




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