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Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 37% e Lula 33% entre eleitores de São Paulo no 1º turno

  • Foto do escritor: Henrique Ferreira
    Henrique Ferreira
  • há 22 horas
  • 7 min de leitura

Pesquisa Datafolha mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula no estado de São Paulo no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Cenário paulista contrasta com o resultado nacional, em que o petista aparece na liderança.


Dois homens de terno em enquadramento dividido: à esquerda, idoso de cabelo branco gesticula; à direita, homem de óculos sério.
Pesquisa Datafolha mostra disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula entre os eleitores de São Paulo na eleição presidencial de 2026.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores do estado de São Paulo em um cenário de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026, segundo levantamento do Datafolha divulgado neste sábado (22).

No recorte paulista, Flávio registra 37% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 33%. A vantagem de quatro pontos coloca os dois principais nomes da disputa em uma situação de proximidade no maior colégio eleitoral do país.

O resultado é diferente do cenário nacional divulgado pelo mesmo levantamento, no qual Lula aparece com 39%, contra 33% de Flávio Bolsonaro.


Flávio Bolsonaro lidera em São Paulo


O desempenho de Flávio em São Paulo chama atenção porque o estado possui o maior eleitorado do Brasil e, portanto, exerce peso relevante na disputa presidencial.

Com 37%, o senador aparece quatro pontos à frente de Lula no primeiro turno entre os eleitores paulistas.

A diferença, entretanto, precisa ser analisada considerando a margem de erro do levantamento estadual. O Datafolha realizou a pesquisa com metodologia própria para os recortes regionais, e os números representam a fotografia do momento em que as entrevistas foram realizadas.

No cenário nacional, a diferença entre Lula e Flávio é de seis pontos: 39% a 33%.


Lula lidera no cenário nacional


A situação de São Paulo contrasta com o resultado geral da pesquisa.

Considerando todo o país, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33%.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Romeu Zema (Novo), com 3%. Augusto Cury aparece com 2%, enquanto outros candidatos registram percentuais menores.

O levantamento mostra, portanto, uma disputa nacional ainda concentrada principalmente em Lula e Flávio.


São Paulo tem peso decisivo na eleição


O resultado paulista ganha importância porque o estado concentra o maior número de eleitores do país.

Uma vantagem de alguns pontos percentuais em São Paulo pode representar uma quantidade expressiva de votos em uma eleição presidencial.

Por isso, o desempenho dos candidatos no estado é acompanhado de perto pelas campanhas.

A pesquisa mostra que a disputa presidencial não apresenta o mesmo comportamento em todas as regiões brasileiras. Enquanto Lula mantém vantagem no agregado nacional, Flávio consegue superar o petista no eleitorado paulista.


Segundo turno mostra cenário diferente


O levantamento também apresentou uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro no estado de São Paulo.

Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 47%, enquanto Lula tem 42%.

A vantagem de cinco pontos para o candidato do PL é superior à diferença registrada no primeiro turno dentro do recorte paulista.

O resultado mostra que São Paulo permanece como um território de forte competitividade entre os dois grupos políticos.


Flávio também lidera no Rio de Janeiro


O desempenho favorável a Flávio não está restrito a São Paulo.

No Rio de Janeiro, estado onde a família Bolsonaro possui uma trajetória política consolidada, o senador aparece com 49% contra 40% de Lula em uma eventual segunda rodada.

No Distrito Federal, o levantamento aponta 51% para Flávio e 39% para Lula.

Já em Pernambuco, o cenário é bastante diferente: Lula aparece com 62% contra 29% de Flávio.

Os números reforçam a importância da distribuição regional dos votos para entender a eleição presidencial.


Minas Gerais apresenta disputa mais equilibrada


Minas Gerais também aparece como um estado estratégico.

No segundo turno, Lula registra 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 42%, configurando um cenário mais apertado.

A diferença de quatro pontos mostra que o estado poderá ser outro território importante para as campanhas durante a disputa.

Minas Gerais historicamente recebe atenção especial em eleições presidenciais por seu peso eleitoral e pela diversidade de perfis do eleitorado.


Por que São Paulo é importante para Flávio?


O desempenho em São Paulo representa uma vantagem política importante para Flávio Bolsonaro.

O estado possui um eleitorado numeroso e também apresenta características que favorecem a candidatura do PL em determinados segmentos.

O senador tem desempenho mais forte entre grupos de maior renda, evangélicos e eleitores do Sul e do Sudeste, de acordo com os recortes apresentados pelo Datafolha.

A campanha de Flávio tende, portanto, a tratar São Paulo como um dos principais territórios para consolidar sua candidatura.


Lula mantém força entre eleitores de menor renda


Os recortes nacionais do Datafolha indicam que Lula continua apresentando desempenho mais forte entre mulheres, eleitores pretos, pessoas de menor renda, católicos e moradores do Nordeste.

Flávio, por sua vez, apresenta resultados melhores entre evangélicos, eleitores das faixas superiores de renda e moradores do Sul.

Essa divisão ajuda a explicar por que o resultado paulista pode ser diferente da média nacional.

São Paulo possui uma estrutura demográfica e econômica bastante distinta da de regiões onde Lula apresenta maior vantagem.


Rejeição continua alta entre os dois principais candidatos


A pesquisa também mostra que os dois principais nomes da corrida presidencial enfrentam níveis elevados de rejeição.

No levantamento nacional, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 45% rejeitam Lula.

A rejeição elevada pode ser um fator importante na definição de um eventual segundo turno.

Em uma disputa polarizada, candidatos precisam não apenas ampliar suas próprias bases, mas também reduzir a resistência de eleitores que rejeitam sua candidatura.


Voto por proposta e voto contra


Outro dado do Datafolha ajuda a entender o comportamento dos eleitores.

Entre os eleitores de Lula, 68% afirmam votar nele principalmente por suas propostas, segundo análise dos dados da pesquisa.

No caso de Flávio Bolsonaro, 56% dizem votar nele por suas propostas, enquanto uma parcela maior declara votar para evitar a vitória de outro candidato.

Esse comportamento pode influenciar a campanha conforme a eleição se aproxima.


Pesquisa foi realizada após o início oficial da campanha


O levantamento ocorre em um momento importante do calendário eleitoral.

A pesquisa foi realizada depois do início oficial da campanha presidencial, quando os candidatos passam a intensificar viagens, eventos, propaganda e comunicação direta com os eleitores.

Por isso, os números representam um dos primeiros retratos do eleitorado depois da abertura formal da campanha.

Ainda existe um período significativo até a votação, o que significa que novas pesquisas poderão apresentar mudanças importantes.


Lula e Flávio concentram a disputa


Apesar da presença de outros candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem claramente à frente dos demais nomes.

No cenário nacional, Ronaldo Caiado registra 5%, Renan Santos tem 4% e Romeu Zema aparece com 3%.

Em São Paulo, a liderança de Flávio e Lula também deixa os dois candidatos em uma posição bastante distante dos demais concorrentes.

Isso reforça a percepção de que a eleição presidencial de 2026 continua marcada por uma forte polarização.


O que os números de São Paulo significam para a eleição?


O resultado não permite prever quem vencerá a eleição.

Pesquisas eleitorais medem as intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas. A campanha, os debates, a propaganda eleitoral, acontecimentos políticos e mudanças na percepção dos candidatos ainda podem alterar o cenário.

O que o levantamento mostra é que São Paulo apresenta hoje uma vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no primeiro turno, enquanto o cenário nacional permanece favorável ao petista.


São Paulo pode ser decisivo no segundo turno


Se a eleição chegar a uma segunda rodada entre Lula e Flávio, o desempenho paulista poderá ter peso ainda maior.

No cenário atual do Datafolha, Flávio teria vantagem de cinco pontos no estado, com 47% contra 42% de Lula.

Isso significa que a disputa pelo eleitor paulista deverá ocupar espaço importante na estratégia das duas campanhas.

Lula precisará buscar reduzir a diferença no estado, enquanto Flávio terá interesse em preservar a vantagem e ampliar sua margem.


Disputa ainda está aberta


Os números do Datafolha mostram um cenário nacional competitivo, mas com diferenças relevantes entre os estados.

Lula lidera no Brasil, enquanto Flávio Bolsonaro aparece à frente em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal em determinados cenários de segundo turno.

Pernambuco apresenta forte vantagem para Lula, e Minas Gerais registra uma disputa mais equilibrada.

Com a campanha apenas começando, os próximos levantamentos serão importantes para verificar se essas diferenças regionais se mantêm.


Perguntas frequentes


Quem lidera a pesquisa Datafolha em São Paulo no primeiro turno?

Flávio Bolsonaro aparece com 37%, contra 33% de Lula entre os eleitores de São Paulo.


Quem lidera a pesquisa Datafolha no Brasil?

No cenário nacional, Lula aparece com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 33%.


Quem lidera Lula ou Flávio no segundo turno em São Paulo?

Em uma simulação de segundo turno no estado, Flávio Bolsonaro aparece com 47%, contra 42% de Lula.


São Paulo é importante para a eleição presidencial?

Sim. São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil, e seu elevado número de eleitores faz do estado um dos principais territórios estratégicos para qualquer campanha presidencial.


A pesquisa Datafolha prevê o resultado da eleição?

Não. Pesquisas eleitorais registram as intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas. O resultado final depende dos votos depositados nas urnas.


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