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Empresas de médio porte entram na reta final para recuperar créditos e se preparar para a Reforma Tributária

  • Foto do escritor: Henrique Ferreira
    Henrique Ferreira
  • há 2 dias
  • 10 min de leitura

Metodologia do Tax Group reúne recuperação de créditos, revisão cadastral e adequação às novas regras do IBS e da CBS


Infográfico sobre reforma tributária no Brasil: ICMS, ISS, PIS e Cofins viram IVA dual; cronograma 2026-2033 e impactos nas empresas
Reforma Tributária cria uma nova estrutura de tributação sobre o consumo e exige adaptação das empresas aos novos sistemas.

Empresas de médio porte estão entrando em uma fase decisiva de preparação para a Reforma Tributária do Consumo. Enquanto 2026 funciona como ano de testes para o novo sistema, 2027 marca uma mudança importante com a entrada efetiva da CBS, a extinção do PIS e da Cofins e o início da transição do IBS.

Para negócios que ainda não revisaram seus créditos tributários, cadastros de produtos e sistemas fiscais, o período atual pode representar tanto uma oportunidade de recuperação financeira quanto uma corrida para evitar problemas operacionais no momento da mudança.

É nesse cenário que o Tax Group apresenta a metodologia CCR, sigla para Crédito, Cadastro e Reforma. A proposta reúne em um mesmo trabalho três frentes que normalmente são tratadas separadamente pelas empresas: identificação de oportunidades tributárias, correção das informações fiscais e preparação dos cadastros para o novo modelo.


Por que 2026 é um ano importante para as empresas


A Reforma Tributária não começa de uma só vez em 2027. A implantação foi estruturada em etapas.

Em 2026, CBS e IBS estão em fase de teste, com alíquotas de referência de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, dentro das regras previstas para o período. Já em 2027 começa uma etapa mais significativa da transição, com a cobrança da CBS, a extinção do PIS e da Cofins e a instituição do Imposto Seletivo.

A substituição completa dos tributos sobre o consumo, entretanto, ainda levará alguns anos. Entre 2029 e 2032 ocorrerá a transição gradual de ICMS e ISS para o IBS. O novo modelo terá vigência integral a partir de 2033.

Isso significa que as empresas precisam lidar simultaneamente com o sistema atual e com a preparação para o modelo que está sendo implantado.


O que muda para uma empresa de médio porte


Para grandes companhias, a adaptação tributária costuma envolver equipes internas especializadas, consultorias, departamentos de tecnologia e projetos específicos de transformação dos sistemas.

Nas empresas de médio porte, a estrutura pode ser menor. Muitas vezes, a área fiscal divide espaço com outras funções administrativas e financeiras, o que pode dificultar uma revisão ampla de todas as operações.

O problema é que a Reforma Tributária não envolve apenas a aplicação de novas alíquotas.

A mudança também exige atenção aos documentos fiscais eletrônicos, às regras de tributação, aos cadastros de produtos e serviços e à forma como os sistemas empresariais calculam e registram os tributos.

A própria Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já estabeleceram cronogramas para adaptação dos documentos fiscais eletrônicos. Para documentos de contribuintes do Simples Nacional, por exemplo, o cronograma prevê mudanças a partir de 1º de janeiro de 2027.


Crédito tributário pode representar oportunidade de caixa


Antes de olhar apenas para o futuro, a empresa também precisa analisar o que ficou para trás.

Ao longo dos anos, empresas podem acumular situações em que tributos foram recolhidos indevidamente ou acima do que seria devido, além de créditos que não foram devidamente aproveitados.

Uma revisão tributária pode identificar essas situações e avaliar, conforme o caso concreto e a legislação aplicável, a possibilidade de recuperação ou compensação.

É importante destacar que a existência de uma oportunidade não significa que toda empresa terá direito a determinado crédito. A análise depende das operações realizadas, do regime tributário, da documentação disponível, da legislação aplicável e da situação fiscal de cada contribuinte.

É justamente por isso que a recuperação de créditos precisa ser acompanhada de uma análise documental e técnica.


PIS e Cofins entram no centro da discussão


A substituição do PIS e da Cofins pela CBS é um dos pontos que exigem atenção durante a preparação.

A partir de 2027, a CBS passa a ocupar papel central no novo modelo federal de tributação sobre o consumo, enquanto PIS e Cofins deixam de existir dentro do cronograma estabelecido pela Reforma Tributária.

Para as empresas, isso significa que uma análise feita hoje pode ter dois objetivos diferentes.

O primeiro é verificar se existem oportunidades relacionadas ao sistema tributário atual. O segundo é entender como as operações serão tratadas dentro do novo modelo.

Essa combinação é especialmente relevante para empresas que possuem grande quantidade de produtos, fornecedores, serviços ou operações sujeitas a diferentes tratamentos tributários.


Cadastro de produtos passa a ser uma questão estratégica


Um dos pontos menos visíveis da Reforma Tributária está dentro dos próprios sistemas das empresas.

O cadastro fiscal de um produto não é apenas uma informação administrativa. Ele influencia a forma como a operação é classificada, documentada e tributada.

Quando uma empresa possui produtos cadastrados incorretamente, regras fiscais desatualizadas ou informações inconsistentes entre diferentes sistemas, a mudança para o IBS e a CBS pode aumentar a complexidade da operação.

A adaptação, portanto, exige mais do que simplesmente atualizar um software.

É necessário revisar as informações que alimentam o sistema e entender como cada produto ou serviço será tratado no novo ambiente tributário.


Reforma Tributária também exige adaptação tecnológica


A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já vêm publicando cronogramas relacionados aos documentos fiscais eletrônicos justamente porque a transição depende da adaptação dos sistemas utilizados pelas empresas.

Na prática, empresas precisarão trabalhar com seus fornecedores de software, equipes fiscais, contabilidade e tecnologia para garantir que as informações estejam preparadas.

O risco de deixar essa etapa para a última hora está na possibilidade de descobrir problemas somente quando a operação já estiver submetida às novas regras.

Uma inconsistência no cadastro pode afetar emissão de documentos fiscais, cálculo dos tributos, escrituração e processos internos.


Como funciona a metodologia CCR


Segundo o Tax Group, a metodologia CCR foi desenvolvida para integrar três frentes em um único levantamento.

A primeira é o Crédito, com a identificação de possíveis oportunidades tributárias, inclusive em âmbito administrativo e judicial, conforme a situação de cada empresa.

A segunda é o Cadastro, etapa voltada à análise das informações fiscais relacionadas a produtos, bens e serviços.

A terceira é a Reforma, que considera a preparação dos dados e das regras necessárias para a adaptação ao IBS e à CBS.

O trabalho também pode apontar eventuais passivos fiscais encontrados durante a análise.

Segundo a empresa, a metodologia foi estruturada para concentrar a avaliação nas principais oportunidades e nos pontos considerados prioritários para a transição, com levantamento realizado em aproximadamente 30 dias corridos a partir das informações disponibilizadas pelo cliente.


O que é analisado durante o trabalho


A análise depende dos documentos e informações disponibilizados pela empresa. Entre os materiais utilizados podem estar procurações e arquivos XML das operações fiscais.

O objetivo é cruzar informações e identificar possíveis oportunidades ou inconsistências.

Esse modelo é diferente de uma auditoria tributária abrangente, que pode ter escopo maior e analisar uma quantidade mais extensa de operações e possibilidades.

No CCR, a proposta é concentrar esforços em três questões diretamente relacionadas ao momento atual: dinheiro potencialmente recuperável, qualidade das informações cadastrais e preparação para a Reforma Tributária.


Empresas precisam olhar também para possíveis passivos


A revisão tributária não deve ser encarada apenas como uma busca por dinheiro a recuperar.

O mesmo processo que identifica créditos pode revelar inconsistências, pagamentos inadequados, obrigações acessórias incorretas ou outros pontos que podem gerar exposição fiscal.

Essa característica torna a revisão especialmente relevante antes de uma grande mudança no sistema.

Ao identificar uma inconsistência antecipadamente, a empresa pode avaliar com seus profissionais tributários quais medidas são necessárias para regularizar a situação.


Reforma Tributária e planejamento financeiro caminham juntos


Para uma empresa de médio porte, recuperação de crédito e preparação tributária podem ter impacto direto no planejamento financeiro.

Um eventual crédito recuperável pode representar uma oportunidade de melhorar o caixa, enquanto uma preparação inadequada para a Reforma pode gerar custos adicionais com sistemas, retrabalho, correções e ajustes operacionais.

Por isso, o planejamento para 2027 não deve ficar restrito ao departamento fiscal.

Financeiro, contabilidade, tecnologia, compras, vendas e gestão também podem ser envolvidos, dependendo do modelo de negócio.

A mudança na tributação do consumo tende a alcançar diferentes etapas da operação empresarial.


Simples Nacional também está sendo adaptado


Outro ponto importante é que a Reforma Tributária também alcança o Simples Nacional.

Em agosto de 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional aprovou alterações para adequar o regime à nova estrutura tributária e disciplinar a incorporação do IBS e da CBS. As mudanças incluem novas regras e procedimentos relacionados aos dois tributos.

O Ministério da Fazenda também informou que empresas do Simples Nacional têm regras específicas para a escolha relacionada ao modelo de recolhimento do IBS e da CBS em 2027, dentro do prazo estabelecido para setembro de 2026.

Isso reforça que a preparação não deve ser limitada às grandes corporações.


Quem deve começar a revisão agora


A necessidade de preparação varia de acordo com o setor, regime tributário, volume de operações e complexidade dos cadastros.

Empresas que trabalham com grande quantidade de produtos ou serviços, possuem operações interestaduais, têm diferentes unidades ou lidam com grande volume de documentos fiscais podem enfrentar uma adaptação mais complexa.

Negócios que nunca realizaram uma revisão tributária abrangente também podem ter uma oportunidade adicional de identificar inconsistências e créditos antes da consolidação do novo modelo.

No caso de empresas enquadradas na faixa de faturamento entre R$ 24 milhões e R$ 150 milhões, o CCR do Tax Group foi apresentado justamente como uma metodologia direcionada a esse perfil empresarial.


O que muda na rotina a partir de 2027


A principal diferença é que a empresa passará a conviver com uma nova lógica tributária enquanto outras etapas da transição ainda estarão em andamento.

Em 2027, a CBS entra em uma fase efetiva de cobrança, PIS e Cofins são extintos e o IBS começa sua trajetória dentro do novo sistema. A substituição do ICMS e do ISS pelo IBS, porém, acontecerá gradualmente até 2033.

Por isso, não existe uma única data em que todos os tributos atuais simplesmente desaparecem.

A transição será progressiva e exigirá acompanhamento durante vários anos.


O que as empresas podem fazer antes da virada


A primeira providência é entender como a Reforma afeta especificamente o negócio. Uma indústria terá impactos diferentes de um distribuidor, varejista, prestador de serviços ou empresa de tecnologia.

Depois disso, é necessário verificar a qualidade dos cadastros, avaliar os sistemas utilizados, revisar os documentos fiscais e mapear oportunidades tributárias existentes.

Também é importante acompanhar as regulamentações oficiais. A Reforma já conta com a Emenda Constitucional nº 132, a Lei Complementar nº 214/2025, a Lei Complementar nº 227/2026 e regulamentações posteriores.

Não basta, portanto, olhar apenas para o texto original da Reforma. A regulamentação e os atos complementares também precisam ser acompanhados.


Tax Group aposta em uma abordagem integrada


A proposta do Tax Group é justamente reunir essas diferentes necessidades em um mesmo processo.

A empresa afirma ter mais de 1.785 profissionais e atuação por meio de mais de 250 escritórios no Brasil. Em sua apresentação institucional, também informa ter entregue mais de 8 mil projetos e recuperado R$ 15 bilhões em créditos tributários. Esses números são informações institucionais declaradas pela própria companhia e não representam garantia de resultado para uma empresa específica.

A metodologia CCR surge, nesse contexto, como uma tentativa de aproximar duas agendas que ganharam importância ao mesmo tempo: recuperar possíveis valores relacionados ao sistema atual e preparar a estrutura empresarial para o sistema que começa a ganhar força a partir de 2027.


Perguntas frequentes sobre Reforma Tributária e empresas de médio porte


Quando a Reforma Tributária começa para as empresas?

A implantação ocorre de maneira gradual. 2026 é o ano de teste de IBS e CBS. Em 2027 começa uma etapa mais efetiva, com a CBS, a extinção do PIS e da Cofins e o início da transição do IBS. O novo modelo será implantado integralmente em 2033.


O que são IBS e CBS?

O IBS é um imposto de competência compartilhada entre estados, municípios e Distrito Federal. A CBS é uma contribuição de competência federal. Ambos fazem parte do novo modelo de tributação sobre o consumo criado pela Reforma Tributária.


PIS e Cofins vão acabar?

Sim. Dentro do cronograma atual, PIS e Cofins serão extintos a partir de 2027, com a entrada da CBS no novo modelo.


A Reforma Tributária termina em 2027?

Não. A implementação continuará até 2033. Entre 2029 e 2032 ocorrerá a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS.


Toda empresa terá créditos tributários para recuperar?

Não. A existência de créditos depende das operações, do regime tributário, da legislação aplicável, da documentação e da análise específica de cada empresa.


A revisão cadastral realmente é necessária?

Para empresas impactadas pelas novas regras, a revisão dos cadastros e sistemas é uma etapa relevante da preparação. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já estabeleceram cronogramas específicos para adaptação dos documentos fiscais eletrônicos.


O Simples Nacional também será afetado?

Sim. O Comitê Gestor do Simples Nacional aprovou mudanças para incorporar IBS e CBS às regras do regime e adequá-lo à Reforma Tributária.


Uma mudança que começa antes de 2027


A principal conclusão para as empresas de médio porte é que a Reforma Tributária não deve ser tratada como um assunto para depois.

A legislação já está em fase de regulamentação e os órgãos responsáveis já publicaram cronogramas relacionados aos documentos fiscais e aos sistemas.

Ao mesmo tempo, ainda existe a necessidade de administrar corretamente o sistema tributário vigente.

É essa sobreposição que torna 2026 um período estratégico. De um lado, a empresa pode revisar seu histórico e identificar eventuais oportunidades. De outro, precisa garantir que seus cadastros, documentos e sistemas estejam preparados para as próximas etapas.

Para negócios de médio porte, que nem sempre possuem equipes internas dedicadas exclusivamente à área tributária, antecipar esse trabalho pode ser uma maneira de reduzir riscos e organizar a transição com mais previsibilidade.


Sobre o Tax Group


O Tax Group atua nas áreas fiscal, contábil e tributária e integra o grupo Tax.Co. De acordo com informações institucionais da empresa, a organização possui mais de 1.785 profissionais e mais de 250 escritórios no Brasil.


Fonte: Receita Federal, Ministério da Fazenda, legislação federal e informações institucionais do Tax Group.


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