Greve afeta operação dos trens em São Paulo; veja como funciona o transporte sobre trilhos nesta terça-feira (4)
- Henrique Ferreira

- há 13 minutos
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A paralisação dos ferroviários alterou a operação de parte da rede de trens metropolitanos de São Paulo nesta terça-feira (4). O movimento afeta principalmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, enquanto Metrô, demais linhas da CPTM e concessionárias adotaram um plano de contingência para reduzir os impactos aos passageiros. O Governo do Estado também reforçou a operação com ônibus do sistema Paese e recomendou que os usuários consultem a situação das linhas antes de sair de casa.

A greve dos ferroviários começou na madrugada desta terça-feira (4) e provocou mudanças importantes no transporte sobre trilhos da Região Metropolitana de São Paulo. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) e está relacionado ao processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada.
Para minimizar os impactos da paralisação, o Governo do Estado, a CPTM, o Metrô e as concessionárias que operam outras linhas implantaram um plano de contingência, mantendo a circulação normal dos ramais não afetados e reforçando alternativas de transporte para os passageiros.
Quais linhas foram afetadas?
Segundo o Governo de São Paulo, a paralisação atinge diretamente as linhas administradas pela antiga Central do Brasil.
Na manhã desta terça-feira, a Linha 11-Coral operava parcialmente, com circulação reduzida em parte do trajeto. A Linha 12-Safira também funcionava de forma parcial, enquanto a Linha 13-Jade, que liga a capital ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, teve a operação interrompida. A situação pode sofrer alterações ao longo do dia conforme a evolução da paralisação.
As demais linhas da CPTM, assim como as linhas do Metrô e as operadas pelas concessionárias ViaQuatro, ViaMobilidade e TIC Trens, continuaram funcionando normalmente, de acordo com o Governo do Estado.
Governo coloca ônibus do Paese em operação
Para reduzir os transtornos aos passageiros, o plano de contingência incluiu o acionamento do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese).
Ao todo, 128 ônibus foram disponibilizados para atender os principais trechos afetados pela paralisação, realizando viagens entre estações estratégicas e oferecendo uma alternativa temporária para quem depende das linhas interrompidas. Além disso, houve reforço no policiamento e na orientação aos usuários nas estações com maior movimento.
Passageiros enfrentam plataformas lotadas
Mesmo com o plano emergencial, o início da manhã foi marcado por estações cheias, aumento do tempo de espera e dificuldades para embarque, principalmente na Zona Leste da capital.
Relatos de passageiros apontaram superlotação, falta de informações em alguns pontos da rede e atrasos na chegada ao trabalho e à escola. O maior impacto foi registrado nos locais atendidos pelas linhas paralisadas, onde muitos usuários precisaram recorrer aos ônibus ou reorganizar seus deslocamentos.
O motivo da greve
A paralisação foi aprovada pelos ferroviários após assembleia realizada na segunda-feira (3).
A categoria protesta contra a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e também manifesta preocupação com demissões, condições de trabalho e o futuro da operação ferroviária. O governo estadual afirma que a concessão busca ampliar investimentos, melhorar a qualidade do serviço e modernizar a operação do sistema ferroviário.
Justiça determinou funcionamento mínimo
Antes do início da greve, o Tribunal Regional do Trabalho determinou que parte da operação fosse mantida durante os horários de maior movimento.
A decisão estabeleceu que 80% do efetivo deveria permanecer em atividade nos horários de pico, buscando reduzir os impactos para os milhões de passageiros que utilizam diariamente o transporte sobre trilhos na Grande São Paulo.
Passageiros devem acompanhar atualizações
Como a operação pode ser alterada ao longo do dia, a recomendação é que os passageiros consultem os canais oficiais da CPTM, do Metrô e do Governo do Estado antes de iniciar a viagem.
As informações são atualizadas conforme a evolução das negociações e das condições operacionais de cada linha.
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