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Mais de 2,1 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água em São Paulo desde 2024, número superior à população de 20 capitais brasileiras

  • Foto do escritor: Henrique Ferreira
    Henrique Ferreira
  • 4 de jun.
  • 3 min de leitura

O Estado de São Paulo alcançou uma marca expressiva na expansão do saneamento básico. Desde a desestatização da Sabesp, em 2024, aproximadamente 2,1 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água potável, número superior à população de 20 das 27 capitais brasileiras.


O resultado reforça o avanço dos investimentos em infraestrutura hídrica e saneamento, considerados fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população e acelerar a universalização dos serviços no estado.


O número supera a população da maioria das capitais do país



Segundo levantamento divulgado pelo Governo de São Paulo com base em dados populacionais do IBGE, apenas sete capitais brasileiras possuem população superior aos 2,1 milhões de novos beneficiários.


São elas:


São Paulo

Rio de Janeiro

Brasília

Fortaleza

Salvador

Belo Horizonte

Manaus


Isso significa que o total de pessoas incluídas no abastecimento de água em menos de dois anos supera a população de 20 capitais brasileiras.


Expansão do esgoto alcançou mais de 4,3 milhões de pessoas



Os avanços não ficaram restritos ao abastecimento de água.


Segundo a Sabesp, a ampliação da coleta e do tratamento de esgoto já beneficiou mais de 4,3 milhões de pessoas desde 2024.


O número impressiona quando comparado a países inteiros.

De acordo com os dados divulgados pelo Governo do Estado, a quantidade de pessoas beneficiadas pela expansão do esgotamento sanitário supera em cerca de um milhão de habitantes a população total do Uruguai.


Investimentos cresceram após a desestatização



A expansão da cobertura está diretamente ligada ao aumento dos investimentos realizados pela companhia.


Somente em 2025, a Sabesp investiu aproximadamente R$ 15,2 bilhões, valor cerca de 120% superior ao registrado no ano anterior.


Os recursos foram destinados principalmente para:


Ampliação da rede de abastecimento

Coleta de esgoto

Tratamento de esgoto

Segurança hídrica

Modernização dos sistemas

Redução de perdas de água

Melhoria da qualidade operacional


Meta é universalizar o saneamento até 2029



Um dos principais objetivos definidos após a desestatização da Sabesp é antecipar a universalização dos serviços de saneamento.


A meta é levar água tratada e esgotamento sanitário à população atendida pela companhia até 2029, quatro anos antes do prazo nacional estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento.


No primeiro trimestre de 2026, os índices de atendimento chegaram a:


87% de cobertura de água

77% de coleta de esgoto

71% de tratamento de esgoto


Histórias que mostram o impacto das obras



Por trás dos números existem milhares de histórias de transformação social.


Um dos exemplos destacados pelo Governo de São Paulo ocorreu na Vila São Francisco, em Poá, onde famílias passaram décadas convivendo com ligações improvisadas de água e ausência de coleta adequada de esgoto. Após investimentos de aproximadamente R$ 10 milhões, cerca de 4 mil moradores passaram a contar com infraestrutura regular de abastecimento e saneamento.


Casos como esse ajudam a demonstrar como o saneamento influencia diretamente a saúde, a dignidade e a qualidade de vida da população.


Tarifa Social ampliou acesso para famílias de baixa renda



Além da expansão física das redes, a Sabesp também ampliou o alcance da Tarifa Social Paulista.


O programa oferece descontos significativos nas contas de água e esgoto para famílias em situação de vulnerabilidade.

Segundo o Governo de São Paulo, o número de pessoas impactadas pelo benefício passou de aproximadamente 2,98 milhões para 6 milhões após 2024, com descontos que podem chegar a 78%.


São Paulo busca se consolidar como referência nacional em saneamento



Os investimentos recentes também vêm produzindo resultados em eficiência operacional.


Dados divulgados em 2026 mostram que a capital paulista registrou o menor índice de perdas de água entre as cinco maiores capitais do Brasil, alcançando indicadores já compatíveis com as metas nacionais previstas para 2033.


A companhia prevê investimentos adicionais de bilhões de reais nos próximos anos para reduzir desperdícios, ampliar a cobertura e modernizar a infraestrutura hídrica em todo o estado.


Conclusão


A inclusão de 2,1 milhões de pessoas no acesso à água tratada desde 2024 representa um dos maiores avanços recentes do saneamento paulista.


Somada à expansão da coleta e tratamento de esgoto para mais de 4,3 milhões de pessoas, a iniciativa fortalece a meta de universalização dos serviços até 2029 e evidencia a dimensão dos investimentos realizados em infraestrutura hídrica no estado.


Além dos números, os resultados refletem melhorias concretas na saúde pública, na qualidade de vida e no desenvolvimento urbano de centenas de municípios paulistas.

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