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Megashow na Avenida Paulista pode ficar para 2027; Nunes diz que não há grande artista disponível em 2026

12 de ago.
7 min de leitura

Prefeito Ricardo Nunes afirmou nesta quarta-feira (12) que a realização do primeiro megashow gratuito internacional na Avenida Paulista neste ano ficou mais difícil. Segundo ele, artistas que estavam sendo considerados pela Prefeitura já não têm datas disponíveis no segundo semestre.


Prefeitura pretendia realizar um grande show internacional gratuito na Avenida Paulista ainda em 2026, mas falta de datas na agenda dos artistas pode adiar o projeto.
Prefeitura pretendia realizar um grande show internacional gratuito na Avenida Paulista ainda em 2026, mas falta de datas na agenda dos artistas pode adiar o projeto.

O projeto da Prefeitura de São Paulo para realizar um megashow gratuito na Avenida Paulista pode ficar para 2027. O prefeito Ricardo Nunes afirmou nesta quarta-feira (12) que, neste momento, não há um grande artista internacional disponível para participar do evento ainda em 2026.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva na abertura do Festival Interlagos, na Zona Sul da capital. Nunes afirmou que a realização neste ano continua sendo um desejo da administração, mas que a contratação de uma atração internacional exige planejamento antecipado e reserva de agenda.

Segundo o prefeito, a Prefeitura trabalhava com nomes como Coldplay, U2 e Bruno Mars, mas as agendas dos artistas foram preenchidas enquanto o município aguardava a definição das condições para realizar o evento na Avenida Paulista.


Prefeitura queria realizar o megashow ainda em 2026


A ideia da administração municipal era promover na Avenida Paulista um grande espetáculo gratuito inspirado em eventos realizados no Rio de Janeiro.

O objetivo era levar para a principal avenida de São Paulo uma atração internacional de grande porte, aberta ao público, com potencial para reunir milhares de pessoas.

O projeto ganhou força depois que o Ministério Público de São Paulo autorizou a ampliação do calendário de grandes eventos na avenida.

A Prefeitura chegou a trabalhar com a possibilidade de realizar o primeiro megashow em setembro de 2026.

Com a demora na definição e a necessidade de organizar segurança, trânsito, transporte, saúde, limpeza e toda a estrutura necessária, o calendário ficou mais apertado.


Coldplay, U2 e Bruno Mars estavam entre os nomes considerados


O prefeito confirmou que a administração municipal vinha avaliando grandes nomes internacionais.

Entre os artistas mencionados estão Coldplay, U2 e Bruno Mars.

Não há, entretanto, contratação ou confirmação de nenhum desses artistas para um show na Avenida Paulista.

A principal dificuldade neste momento é justamente encontrar uma atração desse porte com disponibilidade de agenda ainda neste ano.

Nunes explicou que grandes turnês internacionais são planejadas com bastante antecedência. A Prefeitura precisa encontrar uma data disponível que também seja compatível com a produção do evento e com toda a estrutura necessária para ocupar a avenida.


Prefeitura vai retomar conversas com produtora


Mesmo diante da dificuldade para realizar o evento em 2026, a Prefeitura não abandonou o projeto.

Segundo Nunes, as conversas com a Live Nation, empresa responsável pela produção de grandes turnês internacionais, serão retomadas para discutir possíveis datas e formatos para o espetáculo.

A intenção é organizar o evento com maior antecedência, o que aumenta as possibilidades de encontrar uma atração compatível com o projeto.

A definição de uma nova data, porém, depende das negociações com artistas, produtores e demais envolvidos.


Ministério Público manteve autorização para novos megashows


A declaração de Nunes aconteceu um dia depois de o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo encerrar a disputa envolvendo a realização de grandes eventos na Avenida Paulista.

O órgão manteve a autorização para a realização de dois novos grandes eventos gratuitos por ano, com acompanhamento de um promotor responsável pela fiscalização.

A decisão representa uma mudança importante nas regras que historicamente limitaram a realização de grandes eventos na avenida.

Desde 2007, um Termo de Ajustamento de Conduta restringia os grandes eventos na Paulista à Parada do Orgulho LGBT+, Corrida de São Silvestre e festa de Réveillon.


Acordo estabelece condições para os eventos


A autorização para os novos megashows não significa que a Prefeitura poderá realizar qualquer evento sem restrições.

Quando o novo acordo foi homologado, o Conselho Superior do Ministério Público estabeleceu 22 condicionantes relacionadas a impactos sobre mobilidade, segurança, saúde e funcionamento dos serviços da região.

Entre as preocupações estão os efeitos provocados pela concentração de um grande número de pessoas em uma das áreas mais movimentadas da cidade.

A realização de um evento desse porte exige planejamento para transporte público, trânsito, atendimento médico, segurança, limpeza urbana e circulação de pedestres.


Custo para o poder público também entrou na discussão


Outro ponto importante do acordo é o princípio do chamado “custo zero” para o poder público.

A exigência foi estabelecida pelo Ministério Público como uma das condições relacionadas à realização dos novos eventos.

A lógica é evitar que uma grande apresentação privada ou patrocinada resulte em uma conta elevada para os cofres municipais.

Ao mesmo tempo, a Prefeitura defende que grandes eventos podem gerar retorno econômico indireto para a cidade por meio do turismo, comércio, hotelaria, alimentação e serviços.


Quem vai definir as regras de cada evento?


Após a decisão mais recente do Conselho Superior do Ministério Público, as condicionantes não serão necessariamente aplicadas da mesma maneira a todos os eventos.

Segundo o entendimento firmado pelo órgão, caberá ao promotor responsável acompanhar cada apresentação e avaliar quais medidas são necessárias de acordo com as características e os riscos específicos do evento.

A Prefeitura, por sua vez, continua responsável pelo planejamento operacional do evento dentro de suas atribuições.

Nunes afirmou que questões como trânsito, horários e estrutura devem ser definidas pela administração municipal, enquanto o Ministério Público exerce função de controle e fiscalização do cumprimento da legislação.


Prefeitura compara projeto com megashows de Copacabana


A inspiração para o projeto paulistano vem, em parte, dos grandes espetáculos gratuitos realizados em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Eventos com artistas internacionais como Madonna e Lady Gaga atraíram multidões e tiveram forte impacto na imagem turística da cidade.

A Prefeitura de São Paulo pretende utilizar uma estratégia semelhante para transformar a Avenida Paulista em cenário de grandes apresentações internacionais.

A diferença é que São Paulo possui uma estrutura urbana distinta, com grande circulação de pedestres, transporte público intenso, edifícios comerciais e residenciais e uma avenida que funciona como importante eixo de mobilidade.

Por isso, a organização de um megashow exige uma operação complexa.


Avenida Paulista já é palco de grandes eventos


A Avenida Paulista ocupa uma posição singular na vida cultural e urbana de São Paulo.

A via recebe manifestações políticas, eventos esportivos, festas populares, apresentações culturais, celebrações de Réveillon e a Parada do Orgulho LGBT+.

A realização de um novo megashow ampliaria ainda mais o calendário de grandes eventos.

Para a Prefeitura, a iniciativa poderia reforçar o papel da Paulista como endereço de eventos de alcance nacional e internacional.


Grandes eventos podem movimentar turismo e economia


Ricardo Nunes defende os megashows como parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento econômico.

Segundo o prefeito, eventos de grande porte ajudam a atrair visitantes e movimentam uma cadeia que inclui hotéis, restaurantes, bares, comércio, transporte e serviços.

A lógica é semelhante à utilizada por outras grandes cidades que investem na realização de festivais, shows e eventos esportivos para aumentar o fluxo turístico.

Em São Paulo, o impacto potencial é ainda maior por causa do tamanho do mercado consumidor e da infraestrutura hoteleira e gastronômica da cidade.


O problema agora é encontrar uma data


A autorização do Ministério Público retirou um dos principais obstáculos jurídicos ao projeto.

O desafio passou a ser operacional.

A Prefeitura precisa encontrar uma atração disponível, negociar com produtores, definir uma data e organizar toda a estrutura necessária.

Como grandes artistas internacionais trabalham com agendas fechadas com bastante antecedência, encontrar uma data livre para 2026 se tornou difícil.

Por isso, a possibilidade de transferir o primeiro megashow para 2027 ganhou força.


Prefeitura ainda não confirmou adiamento definitivo


Apesar da declaração de Nunes, o projeto não foi oficialmente abandonado para 2026.

O prefeito afirmou que considera difícil realizar o evento neste ano, mas também indicou que as negociações continuarão.

A possibilidade de algum artista abrir uma data ainda existe, embora o próprio prefeito tenha considerado essa hipótese pouco provável diante do calendário atual.

Portanto, até o momento, não há artista confirmado, data oficial ou local específico dentro da Avenida Paulista definido para um megashow.


O que acontece agora?


A Prefeitura deverá retomar as conversas com produtoras e representantes de artistas internacionais.

A partir dessas negociações será possível saber se existe alguma atração capaz de encaixar o evento ainda em 2026 ou se a programação será transferida definitivamente para o próximo ano.

Também será necessário definir o modelo de financiamento, os patrocinadores, a estrutura de segurança e saúde, os bloqueios viários e a operação do transporte público.

Enquanto isso, a autorização do Ministério Público permanece como base jurídica para a realização dos novos eventos.


São Paulo pode ter um novo grande evento gratuito internacional


A ideia de levar um megashow internacional gratuito para a Avenida Paulista representa uma mudança na relação da cidade com seus grandes espaços públicos.

A capital já possui uma tradição de grandes eventos, mas a possibilidade de receber apresentações internacionais de enorme público em uma das avenidas mais conhecidas do país cria uma nova dimensão para o calendário cultural.

O projeto, entretanto, dependerá de uma equação complexa entre atração artística, logística, segurança, mobilidade, financiamento e impacto urbano.

Por enquanto, a principal conclusão é que o megashow previsto para 2026 não está confirmado.

A Prefeitura ainda pretende realizar o evento, mas, segundo Ricardo Nunes, não há neste momento um grande artista internacional com agenda disponível para viabilizar a apresentação neste ano.


Perguntas frequentes


Vai ter megashow na Avenida Paulista em 2026?

Ainda não está confirmado. O prefeito Ricardo Nunes afirmou em 12 de agosto que considera difícil realizar o evento neste ano porque não há, segundo as informações recebidas pela Prefeitura, um grande artista internacional com agenda disponível.


Quais artistas foram cogitados?

Nunes citou Coldplay, U2 e Bruno Mars como nomes que estavam sendo considerados pela Prefeitura. Nenhum deles está confirmado para um show na Avenida Paulista.


O megashow pode acontecer em 2027?

Sim. Diante da dificuldade de encontrar uma atração disponível em 2026, o evento pode ser planejado com mais antecedência para 2027. A Prefeitura, porém, ainda não anunciou uma data definitiva.


O Ministério Público autorizou os megashows?

Sim. O Conselho Superior do Ministério Público manteve a autorização para dois novos grandes eventos gratuitos por ano na Avenida Paulista, além dos eventos que já faziam parte do calendário.


Quantos novos megashows poderão ser realizados?

A autorização prevê dois novos grandes eventos gratuitos por ano, com acompanhamento e fiscalização do Ministério Público.


O evento será gratuito?

O projeto da Prefeitura é de um megashow gratuito, aberto ao público na Avenida Paulista. Até o momento, não existe artista ou data confirmados.


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