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Oito em cada 10 empregos criados em julho vieram de micro e pequenas empresas, aponta Caged

  • Foto do escritor: Henrique Ferreira
    Henrique Ferreira
  • há 2 dias
  • 5 min de leitura

Pequenos negócios responderam por 79,5% das vagas formais abertas no país em julho e já acumulam mais de 591 mil novos empregos em 2026


Duas pessoas apertam as mãos sobre uma mesa, com carteira de trabalho azul e celular; fundo com plantas, clima de acordo.
Funcionários são contratados por pequena e média empresa: um momento de satisfação e realização profissional é capturado com um aperto de mão sobre uma Carteira de Trabalho.

As micro e pequenas empresas continuam sendo o principal motor da geração de empregos no Brasil. Em julho de 2026, os pequenos negócios foram responsáveis por 46.542 das 58.568 vagas formais criadas no país, o equivalente a 79,5% de todos os novos postos de trabalho registrados no período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Sebrae.

O resultado mostra que, embora grandes empresas tenham participação importante na economia, são os pequenos empreendedores que sustentam a maior parte da expansão do emprego formal no Brasil. Enquanto as micro e pequenas empresas criaram mais de 46 mil vagas em julho, as médias e grandes empresas responderam por 9.782 empregos, cerca de 16,7% do saldo nacional.

No acumulado de janeiro a julho, o cenário segue na mesma direção: o país registrou 972.203 novos empregos com carteira assinada, sendo 591.658 gerados pelas micro e pequenas empresas, o que representa 60,9% do total.


Pequenos negócios lideram a geração de empregos


O desempenho das micro e pequenas empresas reforça uma tendência observada nos últimos anos: a recuperação e expansão do mercado de trabalho brasileiro tem sido puxada principalmente pelos negócios de menor porte.

Segundo o Sebrae, esse protagonismo demonstra a importância do empreendedorismo para o desenvolvimento econômico local e para a criação de oportunidades em todas as regiões do país.


“As micro e pequenas empresas já somam mais de 591 mil empregos no acumulado do ano. São elas as grandes responsáveis pela geração de vagas formais de trabalho do país”, afirmou o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

O dirigente também defendeu políticas voltadas à simplificação tributária, acesso ao crédito, qualificação profissional e incentivo à inovação como ferramentas para fortalecer o ambiente empreendedor.


Julho teve mais de 58 mil novas vagas formais


O saldo positivo de julho foi de 58.568 empregos com carteira assinada em todo o Brasil.

A distribuição mostra uma diferença expressiva entre os portes das empresas.


Quem gerou os empregos em julho de 2026?

Micro e pequenas empresas responderam por quase 80% das vagas formais criadas no mês.


Gráfico de barras em fundo preto: micro e pequenas empresas geraram quase 80% dos empregos em julho de 2026, acima das médias e grandes.

As micro e pequenas empresas criaram praticamente cinco vezes mais empregos do que as médias e grandes empresas durante o mês.


Mais de 591 mil vagas vieram dos pequenos negócios em 2026


O resultado de julho reforça um desempenho consistente ao longo do ano.

Entre janeiro e julho, o mercado formal brasileiro criou 972.203 empregos, e mais da metade dessas oportunidades nasceu em empresas de pequeno porte.

Participação na geração de empregos em 2026

Saldo acumulado de janeiro a julho de 2026.



Gráfico de rosca sobre geração de empregos em 2026, com fatias azul, verde e laranja; legendas de micro, médias e outros saldos.

O desempenho confirma que os pequenos negócios continuam sendo o principal responsável pela expansão do emprego formal no país.


Serviços lideram a contratação entre os pequenos negócios


O setor de Serviços foi o maior gerador de empregos entre as micro e pequenas empresas em julho.

Na sequência aparecem Construção e Comércio, que juntos concentraram mais de 90% das vagas abertas pelos pequenos negócios no mês.

Setores que mais contrataram nas micro e pequenas empresas

Saldo de empregos formais em julho de 2026.


Gráfico de barras em fundo preto mostra Serviços, Construção e Comércio liderando contratações em julho de 2026.

A força do setor de Serviços reflete a diversidade das atividades econômicas presentes nas micro e pequenas empresas, desde tecnologia e saúde até alimentação, educação e serviços especializados.


Por que as micro e pequenas empresas geram tantos empregos?


Especialistas apontam que pequenos negócios possuem maior capilaridade na economia brasileira. Eles estão presentes em praticamente todos os municípios e atendem mercados locais que grandes empresas muitas vezes não alcançam.

Além disso, a abertura constante de novos empreendimentos amplia a demanda por trabalhadores em áreas como comércio, construção, alimentação, logística, serviços pessoais e tecnologia.

Essa dinâmica faz com que as MPE tenham papel fundamental na absorção de mão de obra, especialmente em momentos de recuperação econômica.


O que explica o bom desempenho do setor de Serviços?


Serviços continua sendo o maior empregador do Brasil e reúne atividades com forte presença de pequenos empreendedores.

Restaurantes, clínicas, escritórios, empresas de tecnologia, academias, escolas, salões de beleza e prestadores de serviços representam uma parcela significativa das micro e pequenas empresas brasileiras.

Como muitos desses negócios dependem diretamente da demanda local, a recuperação do consumo costuma gerar contratações rápidas nesse segmento.


Construção também mantém ritmo forte


A Construção Civil aparece como o segundo setor que mais contratou entre os pequenos negócios.

O segmento foi responsável por 16.899 novas vagas formais em julho, impulsionado por obras residenciais, reformas, infraestrutura urbana e crescimento do mercado imobiliário em diversas regiões do país.

A combinação entre investimentos públicos e privados continua sustentando a demanda por profissionais da construção.


Comércio segue importante para o emprego


Embora tenha criado menos vagas do que Serviços e Construção, o Comércio manteve saldo positivo de 2.489 empregos entre as micro e pequenas empresas.

O setor continua sendo um dos principais empregadores do país, especialmente em cidades de médio porte e regiões metropolitanas, onde pequenos varejistas representam parcela relevante da atividade econômica.


O que esse resultado significa para São Paulo?


São Paulo concentra o maior número de micro e pequenas empresas do Brasil, o que faz do estado um dos principais responsáveis pela geração de empregos formais.

Na prática, o fortalecimento dos pequenos negócios beneficia diferentes setores da economia paulista, desde restaurantes e comércio de bairro até startups, indústria e construção civil.

Para quem busca emprego, o dado também reforça uma tendência importante: muitas das oportunidades estão surgindo em empresas de pequeno porte, e não apenas em grandes corporações.


Empreendedorismo e emprego caminham juntos


Os números do Caged reforçam que o empreendedorismo continua sendo um dos principais pilares do mercado de trabalho brasileiro.

Micro e pequenas empresas não apenas movimentam a economia local, como também distribuem oportunidades por cidades de diferentes portes, contribuindo para reduzir desigualdades regionais e ampliar a formalização do emprego.

Com mais de 591 mil vagas criadas em apenas sete meses, os pequenos negócios seguem como protagonistas da geração de trabalho no Brasil em 2026.


Perguntas frequentes


Quantos empregos foram criados em julho de 2026?

O Brasil registrou 58.568 novos empregos formais em julho, segundo o Caged.


Qual foi a participação das micro e pequenas empresas?

Elas responderam por 46.542 vagas, o equivalente a 79,5% do total criado no mês.


Quantos empregos as pequenas empresas criaram em 2026?

Entre janeiro e julho, as micro e pequenas empresas geraram 591.658 empregos formais.


Qual setor mais contratou em julho?

O setor de Serviços liderou a geração de empregos entre os pequenos negócios, com 22.751 novas vagas.


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