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Greve na CPTM provoca superlotação, altera operação de três linhas e leva Prefeitura a suspender o rodízio em São Paulo

  • Foto do escritor: Henrique Ferreira
    Henrique Ferreira
  • há 21 horas
  • 4 min de leitura

A greve dos ferroviários iniciada na madrugada desta terça-feira (4) provocou mudanças significativas na mobilidade da Região Metropolitana de São Paulo. As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM operaram com paralisações e restrições ao longo do dia, enquanto a Prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos para reduzir os impactos no trânsito. O Governo do Estado colocou em prática um plano de contingência, reforçando a operação do Metrô e disponibilizando ônibus do sistema Paese para atender os passageiros afetados. 


Estação de trem lotada com multidão em espera, trens vermelhos e prateados, telas roxas com otorrino.co, clima caótico.
 A paralisação afetou principalmente passageiros da Zona Leste da capital e cidades do Alto Tietê, que enfrentaram plataformas cheias, viagens mais longas e mudanças na operação do transporte público.

Milhares de passageiros precisaram reorganizar a rotina nesta terça-feira por causa da greve dos ferroviários da CPTM. A paralisação atingiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, importantes ligações entre a capital paulista, Guarulhos e municípios do Alto Tietê, provocando atrasos, lotação nas plataformas e aumento no tempo de deslocamento.

Para diminuir os transtornos, a Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio municipal de veículos durante todo o dia. A medida buscou facilitar a circulação de automóveis diante da redução da oferta de transporte ferroviário e do aumento esperado no fluxo de veículos pelas principais vias da cidade.


Quais linhas da CPTM foram afetadas?


A paralisação atingiu diretamente as linhas administradas pela CPTM que fazem parte do processo de concessão à iniciativa privada.

A Linha 11-Coral operou parcialmente em parte do trajeto. A Linha 12-Safira também teve circulação reduzida, enquanto a Linha 13-Jade, responsável pela ligação entre a capital e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, permaneceu totalmente paralisada durante boa parte do dia. Com isso, o serviço Expresso Aeroporto também foi suspenso.

As demais linhas da rede metroferroviária seguiram operando normalmente. Permaneceram em funcionamento as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro do Metrô, além das linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa.


Estações registraram grande movimento


O impacto foi mais intenso na Zona Leste da capital e nas cidades atendidas pelas linhas paralisadas, como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi das Cruzes.

Desde as primeiras horas da manhã, passageiros enfrentaram plataformas lotadas, filas para embarque e aumento no tempo de viagem. Em diversos pontos, muitos usuários optaram por utilizar ônibus ou aplicativos de transporte para chegar ao destino. Durante a volta para casa, o cenário de superlotação persistiu em estações como Brás, Corinthians-Itaquera e Engenheiro Goulart.


Plano de contingência reforçou o transporte


Para reduzir os efeitos da paralisação, o Governo de São Paulo acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese).

Ao todo, 128 ônibus foram disponibilizados para atender os trechos afetados pelas linhas 11, 12 e 13, oferecendo uma alternativa aos passageiros durante a greve. Além disso, o Metrô antecipou a abertura de algumas linhas e reforçou a oferta de trens, especialmente na Linha 3-Vermelha, que recebe grande parte dos usuários vindos da Zona Leste.

O Governo também ampliou o efetivo de funcionários nas principais estações para orientar os passageiros e organizou um centro integrado de monitoramento para acompanhar a operação em tempo real.


O que motivou a greve?


A paralisação foi aprovada em assembleia pelos ferroviários e tem como principal motivo o processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada.

O sindicato afirma que busca garantias para os empregos dos trabalhadores, além de defender a manutenção de direitos e condições de trabalho durante a transição para a futura concessionária. O Governo do Estado, por sua vez, afirma que a concessão permitirá ampliar investimentos, modernizar a operação e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos passageiros.


Justiça determinou operação mínima


Antes do início da paralisação, o Tribunal Regional do Trabalho determinou que os ferroviários mantivessem um percentual mínimo de operação durante a greve.

A decisão estabeleceu a circulação de 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária ao sindicato em caso de descumprimento. Apesar da decisão, a Linha 13-Jade permaneceu totalmente paralisada em parte do dia, enquanto as linhas 11 e 12 funcionaram parcialmente.


Passageiros devem acompanhar atualizações


Como a situação pode mudar conforme o andamento das negociações entre governo e sindicato, a recomendação é que os passageiros consultem os canais oficiais da CPTM, do Metrô e da Secretaria dos Transportes Metropolitanos antes de iniciar o deslocamento.

Informações sobre funcionamento das linhas, horários e alternativas de transporte são atualizadas ao longo do dia para orientar os usuários da rede metroferroviária.


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