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MASP inaugura passagem subterrânea na Avenida Paulista com obra imersiva de Beatriz Milhazes

  • Foto do escritor: Henrique Ferreira
    Henrique Ferreira
  • há 9 minutos
  • 10 min de leitura

Novo espaço conecta os dois edifícios do museu e recebe “Pietrolina”, maior obra já realizada pela artista brasileira


Corredor vazio com paredes coloridas de arte abstrata, espelhos dourados à esquerda e luzes no teto, em clima moderno e vibrante.
Passagem subterrânea vibrante na Avenida Paulista, com paredes repletas de arte colorida e espelhos que refletem o cenário envolvente.

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o MASP, inaugura nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, uma nova passagem subterrânea na Avenida Paulista. O espaço conecta os dois edifícios que formam atualmente o complexo do museu e recebe uma obra inédita da artista brasileira Beatriz Milhazes.


Batizada de Pietrolina, a intervenção foi criada especialmente para o novo espaço e transforma o percurso entre os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi em uma experiência artística.


Com 98 metros de extensão, a obra reúne pintura, cor, formas geométricas e elementos reflexivos. Segundo o MASP, trata-se do maior trabalho já realizado por Beatriz Milhazes.

A inauguração representa também uma nova etapa na expansão do museu. A passagem permite que visitantes circulem entre os dois prédios sem precisar sair para a calçada da Avenida Paulista, enquanto cria uma conexão física entre as diferentes áreas do complexo cultural.


Uma nova conexão no coração da Avenida Paulista


Prédio moderno vermelho com passarela envidraçada entre torres, sob céu azul nublado; carros e pedestres na avenida.
Vista frontal do icônico MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), com sua estrutura modernista suspensa por pilares de concreto vermelho, destacando-se no horizonte urbano de São Paulo sob um céu azul.

A passagem subterrânea foi projetada para conectar os dois edifícios do MASP.

De um lado está o tradicional edifício projetado por Lina Bo Bardi, inaugurado em 1968 e reconhecido internacionalmente pela arquitetura modernista. Do outro está o Edifício Pietro Maria Bardi, novo prédio do complexo que passou a ampliar a estrutura do museu.

A conexão subterrânea modifica a experiência de visita porque permite que o público percorra o complexo de maneira contínua.

O próprio MASP informa que um único ingresso dá acesso aos dois prédios e às exposições em cartaz. Até a conclusão da passagem, o deslocamento entre os edifícios era feito pela calçada da Avenida Paulista.

Agora, a nova ligação passa a integrar fisicamente os espaços.

Além da circulação dos visitantes, a passagem também foi planejada para facilitar o deslocamento de obras de arte, equipamentos e equipes técnicas entre os prédios.


“Pietrolina” transforma o túnel em uma obra de arte


A grande atração do novo espaço é Pietrolina, obra concebida por Beatriz Milhazes especialmente para a passagem.

O nome faz referência aos fundadores do MASP, Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, que também dão nome aos dois edifícios conectados pela passagem.

A artista desenvolveu o projeto ao longo de mais de dois anos. O trabalho começou com um desenho e avançou para estudos de composição e de cores antes de chegar ao espaço físico.

A pintura utiliza uma paleta de 33 tintas acrílicas, escolhidas para reproduzir as cores planejadas na concepção original.

Dentro da passagem, a obra combina diferentes elementos visuais, entre eles arabescos, listras, formas orgânicas e motivos florais, características recorrentes na produção de Milhazes.

O resultado é uma intervenção pensada para ser percebida durante o deslocamento.

Em vez de o visitante simplesmente atravessar um corredor para chegar ao outro edifício, o percurso passa a fazer parte da própria experiência artística.


Uma obra inspirada no ritmo do carnaval


A composição de Pietrolina também estabelece uma relação com o movimento.

Segundo a concepção apresentada pelo MASP, a sucessão dos elementos visuais remete ao ritmo e à dinâmica dos desfiles de carnaval.

A ideia é que o visitante encontre diferentes relações de cor, forma e reflexão conforme avança pelo espaço.

A obra é formada por uma pintura de 60 metros lineares, acompanhada por elementos reflexivos posicionados ao longo de uma parede de 38 metros.

A utilização de superfícies reflexivas amplia a percepção do espaço e cria diferentes pontos de observação ao longo do percurso.

O resultado aproxima arquitetura e pintura.


O “Azul Beatriz” volta ao MASP


Uma das características mais marcantes do projeto é a utilização de uma tonalidade de azul que já havia adquirido uma relação especial com o museu.

A cor ganhou destaque na exposição Beatriz Milhazes: Avenida Paulista, realizada pelo MASP em 2020.

A mostra apresentou a produção da artista em uma perspectiva panorâmica e teve papel importante na aproximação entre seu trabalho e o museu.

O MASP passou a chamar internamente a tonalidade de “Azul Beatriz”, justamente pela presença marcante que a cor assumiu durante a exposição.

Na nova passagem subterrânea, o azul aparece novamente no teto e em uma das paredes do túnel.

A escolha cria uma espécie de continuidade entre a exposição realizada anteriormente e a nova obra permanente concebida para o complexo.


Beatriz Milhazes e a arte brasileira contemporânea


Mulher sorridente posa diante de mural abstrato colorido com círculos e faixas vibrantes.
Artista plástica Beatriz Milhazes em frente a uma de suas obras vibrantes e coloridas, refletindo sua trajetória iniciada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro.


Nascida no Rio de Janeiro em 1960, Beatriz Milhazes é uma das artistas brasileiras contemporâneas com maior reconhecimento internacional.

Sua produção é marcada pelo uso intenso da cor e pela combinação de formas geométricas, arabescos, flores, padrões ornamentais e referências da cultura brasileira.

A artista trabalha com diferentes linguagens, incluindo pintura, gravura, colagem, tapeçaria e escultura.

Ao longo da carreira, participou de importantes exposições internacionais e desenvolveu projetos em diferentes países.

Suas obras integram coleções de instituições como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, a Tate Modern, em Londres, o Centre Pompidou, em Paris, e o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri.

No Brasil, sua produção está presente em coleções de instituições como o MASP, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu de Arte Moderna de São Paulo.


A relação da artista com o MASP


A nova obra não é o primeiro projeto de Beatriz Milhazes no museu.

A artista teve duas exposições individuais no MASP.

A primeira foi Beatriz Milhazes: Avenida Paulista, apresentada em 2020. A exposição reuniu trabalhos de diferentes períodos de sua carreira e colocou em evidência a relação da artista com a arquitetura, a cidade e a cultura brasileira. O próprio MASP mantém registros da exposição em seu acervo digital.

Em 2021, o museu também apresentou Gabinete Beatriz Milhazes.

A nova intervenção, portanto, amplia uma relação que já existe entre a artista e o MASP.


Uma passagem subterrânea planejada desde 2019


A criação da conexão entre os edifícios não é recente.

O projeto vinha sendo desenvolvido desde 2019 e envolveu diferentes etapas de estudos, aprovações e execução.

Em 2021, a Prefeitura de São Paulo publicou decreto autorizando a utilização de área municipal para a construção da passagem subterrânea entre os imóveis localizados na Avenida Paulista, números 1578 e 1510. O documento estabeleceu que a conexão deveria permitir tanto o fluxo do público quanto o deslocamento técnico do museu.

As obras começaram em 2023.

O processo envolveu intervenções de infraestrutura, incluindo o remanejamento de redes de água e esgoto, energia e telefonia, além de escavações e recomposição da calçada.

A execução precisou ser planejada para manter a circulação de pedestres na Avenida Paulista durante as diferentes etapas da obra.


O projeto arquitetônico


O projeto arquitetônico da passagem foi desenvolvido pelo escritório METRO Arquitetos Associados.

A construção integra o projeto de expansão do MASP e amplia a capacidade operacional do complexo.

A passagem possui aproximadamente 50 metros de extensão, cinco metros de largura e 2,5 metros de altura, enquanto a obra artística criada para o espaço se estende por 98 metros considerando seus diferentes elementos.

A diferença entre as dimensões da passagem e da obra ocorre porque Pietrolina acompanha o percurso e incorpora elementos visuais distribuídos ao longo do espaço.


Por que a passagem é importante para o MASP?


A nova ligação resolve uma questão prática e, ao mesmo tempo, cria uma nova experiência cultural.

Antes da conexão subterrânea, quem visitava os dois edifícios precisava deixar um prédio, atravessar a área externa da Avenida Paulista e entrar novamente no outro.

Com a passagem, o percurso passa a acontecer dentro do próprio complexo.

Isso facilita a circulação de visitantes e também melhora a logística interna do museu.

Obras de arte, equipamentos e equipes técnicas podem ser deslocados entre os edifícios de maneira mais segura e eficiente.

A mudança também reforça uma transformação importante do MASP: o museu deixa de ser percebido apenas como o edifício icônico projetado por Lina Bo Bardi e passa a funcionar cada vez mais como um complexo cultural integrado.


O novo complexo do MASP


A expansão do museu ganhou força com a criação do Edifício Pietro Maria Bardi.

A nova construção ampliou a capacidade do MASP para exposições, atividades culturais e áreas de apoio.

A conexão subterrânea acrescenta outra peça importante a esse processo.

A proposta é fazer com que os dois edifícios funcionem de maneira cada vez mais integrada.

Em 2026, o MASP dedica sua programação às Histórias latino-americanas, com exposições, cursos, palestras, oficinas, seminários e outras atividades relacionadas à produção artística e cultural da região.

Entre as exposições em cartaz está a coletiva Histórias latino-americanas, apresentada no Edifício Pietro Maria Bardi de 4 de setembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027.


O que muda para quem visita o MASP


A principal mudança é a possibilidade de circular entre os dois edifícios por dentro do complexo.

Isso torna a visita mais fluida e diminui a necessidade de interromper o percurso para atravessar a Avenida Paulista.

O ingresso do MASP continua dando acesso aos dois edifícios e às exposições disponíveis no dia da visita.

Para quem pretende visitar o museu, entretanto, o agendamento online continua sendo obrigatório, inclusive nos dias de entrada gratuita.


Quanto custa visitar o MASP?


Segundo a página oficial de visitação consultada em setembro de 2026, o ingresso inteiro custa R$ 85, enquanto a meia-entrada custa R$ 42.

O MASP também possui dias e horários de gratuidade.

Às terças-feiras, a entrada é gratuita das 10h às 20h, com entrada permitida até as 19h.

Às sextas-feiras, o museu funciona até as 21h e há gratuidade a partir das 18h.

O agendamento online é obrigatório também nos períodos gratuitos.


Horários do MASP


Atualmente, o museu funciona nos seguintes horários:

Terça-feira: 10h às 20h, com entrada até 19h.

Quarta a domingo: 10h às 18h, com entrada até 17h.

Sexta-feira: 10h às 21h, com entrada até 20h.

Segunda-feira: fechado.

Esses horários podem sofrer alterações em datas especiais, por isso é recomendável consultar a programação oficial antes da visita.


Como chegar ao MASP


O museu está localizado na Avenida Paulista, 1578, na Bela Vista.

A forma mais prática de chegar utilizando transporte público é pelo metrô.

A estação Trianon-MASP, da Linha 2-Verde, fica próxima ao museu. O MASP também é atendido por diversas linhas de ônibus que circulam pela Avenida Paulista.

Para quem vai de carro, o museu informa estacionamento conveniado na Alameda Casa Branca, 41, com funcionamento 24 horas e tarifa de R$ 25 por até 12 horas mediante carimbo do MASP no ticket.


Uma nova atração para quem passa pela Avenida Paulista


A inauguração da passagem subterrânea acrescenta uma nova camada à experiência de visitar a Avenida Paulista.

O MASP já é um dos principais símbolos arquitetônicos e culturais de São Paulo. Agora, a conexão entre os edifícios cria um novo espaço que combina arquitetura, circulação e arte contemporânea.

Para o visitante, o túnel deixa de ser apenas uma estrutura funcional.

Ele passa a ser também um lugar de permanência visual, marcado pelas cores, formas e reflexos criados por Beatriz Milhazes.


Perguntas frequentes


Quando será inaugurada a passagem subterrânea do MASP?

A inauguração está marcada para 11 de setembro de 2026.


Qual é o nome da obra de Beatriz Milhazes?

A obra se chama Pietrolina e foi criada especialmente para a passagem subterrânea do MASP.


O que significa Pietrolina?

O nome faz referência a Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, fundadores do MASP e nomes dos dois edifícios conectados pela passagem.


Qual o tamanho da obra?

Segundo o MASP, Pietrolina possui 98 metros de extensão, combinando uma pintura de 60 metros lineares com elementos reflexivos distribuídos em uma parede de 38 metros.


É possível visitar os dois edifícios do MASP com o mesmo ingresso?

Sim. O MASP informa que um único ingresso permite visitar os dois prédios e as exposições em cartaz no dia da visita.


Quanto custa o ingresso do MASP?

A página oficial de visitação informa ingresso inteiro de R$ 85 e meia-entrada de R$ 42. Há também períodos gratuitos às terças-feiras e às sextas-feiras à noite.


É preciso agendar a visita?

Sim. O agendamento online é obrigatório, inclusive nos períodos gratuitos.


Serviço


MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Endereço: Avenida Paulista, 1578, Bela Vista, São Paulo

Telefone: (11) 3149-5959

Metrô: Estação Trianon-MASP, Linha 2-Verde

Horários: terça-feira, 10h às 20h; quarta a domingo, 10h às 18h; sexta-feira, 10h às 21h; segunda-feira fechado.

Ingresso: R$ 85 inteira e R$ 42 meia-entrada, conforme informações oficiais consultadas em setembro de 2026.

Gratuidade: terça-feira durante todo o horário de funcionamento e sexta-feira a partir das 18h, conforme regras do museu.

Agendamento: obrigatório, inclusive para os períodos gratuitos.

Antes de sair de casa, consulte a programação e as condições de visitação no site oficial do MASP.


Conclusão


A inauguração da passagem subterrânea representa mais do que uma nova ligação entre dois prédios.

Ela consolida uma transformação do MASP que vem sendo construída nos últimos anos: a passagem de um museu concentrado em um edifício icônico para um complexo cultural com diferentes espaços, exposições e possibilidades de circulação.

No centro dessa transformação está Pietrolina, obra criada por Beatriz Milhazes para transformar o deslocamento em experiência artística.

Com cores intensas, formas características da produção da artista e referências ao próprio MASP, o novo espaço cria uma conexão entre arquitetura, arte e cidade.

Na Avenida Paulista, onde o MASP já é um dos maiores símbolos de São Paulo, a nova passagem subterrânea acrescenta mais um capítulo à história do museu.


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