Pedágio Free Flow na Imigrantes muda de lugar após pressão de moradores; entenda o que vai mudar
- Henrique Ferreira

- 18 de jul.
- 4 min de leitura
O Governo de São Paulo decidiu alterar a localização de um dos pórticos do pedágio eletrônico Free Flow na Rodovia dos Imigrantes após reclamações de moradores de São Bernardo do Campo. A mudança atende principalmente a comunidades da região do Pós-Balsa, que temiam pagar a tarifa diariamente apenas para acessar outras áreas do próprio município. Apesar da alteração, o novo sistema de cobrança continua previsto para entrar em operação em 1º de agosto no Sistema Anchieta-Imigrantes.

A decisão representa uma mudança importante em um projeto considerado estratégico para modernizar a cobrança de pedágio nas rodovias paulistas. Ao mesmo tempo, evidencia como a implantação do sistema Free Flow pode exigir ajustes para evitar impactos na mobilidade de comunidades locais.
O que é o sistema Free Flow?

O Free Flow é um modelo de pedágio eletrônico que elimina as tradicionais praças de cobrança. Em vez de cancelar a tarifa em uma cabine, os veículos passam por pórticos equipados com câmeras, sensores e antenas capazes de identificar a placa ou a tag eletrônica instalada no automóvel.
O objetivo é tornar o tráfego mais fluido, reduzir filas e permitir que o motorista pague apenas pelo trecho efetivamente percorrido, sem necessidade de parada. Esse modelo já é utilizado em diversos países e vem sendo implantado gradualmente nas rodovias brasileiras.
Por que o governo decidiu mudar o pórtico?
A principal reclamação partiu dos moradores da região do Pós-Balsa, em São Bernardo do Campo. O pórtico havia sido instalado no quilômetro 29 da Rodovia dos Imigrantes, em um ponto que faria com que milhares de moradores precisassem pagar pedágio diariamente apenas para entrar ou sair de seus bairros.
A área reúne aproximadamente 30 mil moradores, incluindo comunidades rurais e quatro aldeias indígenas. Como a Rodovia dos Imigrantes é a principal ligação terrestre da região com o restante do município, a cobrança gerou forte mobilização popular.
Onde ficará o novo pórtico?
Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e a Artesp, o equipamento será transferido para um ponto mais próximo da Serra do Mar, antes do trecho utilizado pelos moradores do Pós-Balsa.
O objetivo é manter os acessos locais livres da cobrança, evitando que deslocamentos cotidianos dentro do município sejam tarifados. A localização exata ainda será definida durante a execução das obras.
O Free Flow continua começando em 1º de agosto?
Sim. Apesar da alteração do local do pórtico, o cronograma não foi modificado.
A partir de 1º de agosto, o Sistema Anchieta-Imigrantes começará a operar com o modelo Free Flow. Enquanto a mudança física do equipamento não é concluída, os moradores da região beneficiada terão isenção da tarifa, mediante cadastro que será divulgado pelos canais oficiais do Governo do Estado e da concessionária Ecovias.
Como ficará a cobrança do pedágio?
Com o novo modelo, a tarifa será dividida entre os dois sentidos da viagem.
O valor cheio atual de R$ 40,60 será fracionado em duas cobranças de R$ 20,30, uma para quem desce a serra e outra para quem sobe. Dessa forma, o motorista paga apenas pelo sentido utilizado, tornando a cobrança proporcional ao deslocamento realizado.
Quanto custa mudar um pórtico?
A alteração da localização envolve uma operação complexa. Além da estrutura metálica, o sistema depende de câmeras de alta resolução, sensores, equipamentos eletrônicos, rede elétrica, comunicação de dados e integração com os sistemas de cobrança.
Segundo informações publicadas pelo Estadão, o custo da realocação pode chegar a R$ 20 milhões, embora ainda não esteja definido quem será responsável por esse investimento adicional.
A mudança pode servir de precedente?
A decisão reforça que projetos de implantação do Free Flow podem passar por ajustes após diálogo com moradores e autoridades locais.
Nos últimos anos, o Governo de São Paulo já modificou outros projetos de pedágio eletrônico após manifestações de prefeitos, empresários e comunidades afetadas, buscando reduzir impactos sobre deslocamentos urbanos e regionais.
O que muda para quem utiliza a Imigrantes?
Para a maioria dos motoristas que viajam entre a capital e a Baixada Santista, praticamente nada muda no funcionamento do novo sistema. A principal diferença será para os moradores da região do Pós-Balsa, que deixarão de ser diretamente afetados pela localização original do pórtico.
A expectativa do governo é que o reposicionamento preserve a mobilidade local sem comprometer os objetivos da modernização do Sistema Anchieta-Imigrantes, que busca reduzir filas nas praças de pedágio, aumentar a fluidez do tráfego e tornar a cobrança mais eficiente.
Perguntas frequentes
Quando o Free Flow começa a funcionar na Imigrantes?
A operação está prevista para começar em 1º de agosto de 2026.
Por que o pórtico será mudado?
Para evitar que moradores da região do Pós-Balsa precisem pagar pedágio diariamente para acessar outras áreas de São Bernardo do Campo.
Os moradores pagarão pedágio durante a mudança?
Não. O governo informou que haverá isenção mediante cadastro até que o equipamento seja transferido.
Qual será o valor da tarifa?
O sistema cobrará R$ 20,30 por sentido, totalizando o valor atual de R$ 40,60 para ida e volta.
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