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Ventos acima de 100 km/h atingem São Paulo; ciclone provoca transtornos e mantém estados em alerta

  • Foto do escritor: Henrique Ferreira
    Henrique Ferreira
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

A atuação de um ciclone extratropical no oceano provocou ventos intensos nesta sexta-feira (7) em parte do Sudeste brasileiro. Em São Paulo, as rajadas mais fortes foram registradas no litoral, chegando a 109 km/h em Santos. O fenômeno também afetou o Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais, levando órgãos de defesa civil a emitir alertas para queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e dificuldades na circulação.


Imagem de satélite da América do Sul com nuvens e um ciclone no Atlântico ao largo da Argentina.
O ciclone extratropical provocou ventos intensos, ressaca no litoral e mobilizou equipes da Defesa Civil em diferentes regiões do Sudeste.

A passagem de um ciclone extratropical pelo Atlântico Sul mudou completamente o tempo em parte do Brasil nesta sexta-feira. Embora o centro do sistema permaneça sobre o oceano, seus efeitos foram sentidos principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde rajadas de vento, chuva e mar agitado provocaram transtornos ao longo do dia.

Em São Paulo, o litoral registrou os ventos mais intensos. Em Santos, a Defesa Civil mediu uma rajada de 109 km/h durante a manhã, uma das maiores registradas no estado neste episódio. Por causa das condições do mar, a Capitania dos Portos suspendeu temporariamente a navegação no Porto de Santos, enquanto equipes municipais atenderam ocorrências relacionadas à queda de árvores e danos provocados pela ventania.


Litoral paulista registrou os ventos mais fortes


As condições mais severas ocorreram na Baixada Santista e no litoral sul paulista.

Além da rajada superior a 100 km/h em Santos, cidades do litoral permaneceram sob alerta para ressaca, ventos intensos e possibilidade de novas ocorrências ao longo do dia. A combinação entre mar agitado e ventania levou autoridades a reforçarem as orientações para evitar atividades náuticas e permanecer longe da faixa costeira durante os períodos de maior intensidade dos ventos.


Interior também registrou ventania


Embora o litoral tenha concentrado os maiores registros, o interior paulista também foi atingido.

Em Presidente Prudente, a rajada chegou a 70,4 km/h, enquanto Itatinga registrou 51,2 km/h e Sandovalina alcançou 49,9 km/h. Esses valores são suficientes para provocar queda de galhos, destelhamentos e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica.


Defesa Civil montou gabinete de crise


Diante da previsão de ventos fortes, a Defesa Civil do Estado de São Paulo colocou equipes em monitoramento permanente e ativou um gabinete de crise para acompanhar a evolução das condições meteorológicas.

Alertas também foram enviados por SMS para moradores de áreas consideradas mais vulneráveis. Em municípios do litoral, como Bertioga e Ubatuba, aulas foram suspensas preventivamente para reduzir riscos durante a passagem do sistema meteorológico.


Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção


Os efeitos do ciclone também foram sentidos no Rio de Janeiro.

A Defesa Civil emitiu alertas para a população e a capital fluminense elevou seu nível operacional diante da previsão de ventos intensos. Em Angra dos Reis, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou rajadas de 84,7 km/h, enquanto Paraty teve ventos de 74,5 km/h.

Na cidade do Rio de Janeiro, as maiores rajadas ocorreram durante a madrugada, com registros superiores a 50 km/h na estação meteorológica do Vidigal. Em razão das condições climáticas, escolas públicas, universidades e repartições estaduais tiveram alterações em seu funcionamento.


Minas Gerais teve impactos mais localizados


No sul de Minas Gerais, os efeitos do ciclone ocorreram de forma menos intensa que em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ainda assim, áreas próximas à divisa com o estado paulista registraram aumento da nebulosidade, ventos moderados e possibilidade de pancadas de chuva associadas à passagem da frente fria ligada ao sistema.


O que explica os ventos tão fortes?


Segundo meteorologistas, os ventos são resultado da atuação de um ciclone extratropical que se formou sobre o Atlântico Sul.

Esse tipo de sistema é comum durante o inverno no Hemisfério Sul e provoca uma diferença acentuada de pressão atmosférica. Quanto maior essa diferença, mais intensa tende a ser a circulação dos ventos.

Embora o ciclone permaneça distante da costa brasileira, sua influência alcança centenas de quilômetros, provocando ressaca, ventania e mudanças bruscas no tempo em diversas regiões.


Como fica o tempo nos próximos dias?


A previsão indica que o ciclone continuará se afastando do continente ao longo do fim de semana. Mesmo assim, o Instituto Nacional de Meteorologia mantém alertas para vendavais em diversas áreas do estado de São Paulo no sábado, com ventos entre 40 km/h e 60 km/h e possibilidade de rajadas mais fortes em alguns pontos.

Também há previsão de pancadas de chuva em parte do estado, especialmente nas regiões de Campinas, Piracicaba, Bauru, Vale do Paraíba e Grande São Paulo. No domingo, a tendência é de redução das chuvas e queda nas temperaturas.


Recomendações durante ventos fortes


A Defesa Civil orienta que a população evite permanecer sob árvores, placas metálicas e estruturas provisórias durante rajadas intensas. Motoristas devem redobrar a atenção em rodovias, especialmente em trechos com grande quantidade de vegetação, devido ao risco de queda de galhos.

No litoral, a recomendação é evitar atividades no mar enquanto persistirem os avisos de ressaca e ventos fortes emitidos pelas autoridades marítimas.


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