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Chuva forte atinge São Paulo, causa alagamento no Centro e deixa cidade em atenção; veja previsão

Foto do escritor: Henrique Ferreira
Henrique Ferreira
há 49 minutos
8 min de leitura

Capital teve madrugada de chuva intensa, ponto de alagamento no Bom Retiro, queda de árvores e quase 900 km de congestionamento; frente fria mantém risco de novos temporais


Vista aérea de avenida urbana alagada por enchente, com prédios altos, casas e carros parados sob céu nublado e chuvoso.
Chuva intensa provoca alagamentos e transtornos em diferentes pontos de São Paulo. A capital permanece sob influência de uma frente fria, com previsão de novas pancadas de chuva e possibilidade de temporais.


São Paulo amanheceu chuvosa nesta terça-feira, 22 de setembro, após uma madrugada marcada por chuva forte e estado de atenção para alagamentos. A instabilidade provocou um ponto de alagamento na Rua Jaraguá, no Bom Retiro, região central, além de quedas de árvores e transtornos no trânsito.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo, o CGE, colocou a cidade em estado de atenção para alagamentos às 2h45. O alerta foi encerrado às 5h09, depois que a chuva mais intensa deixou a capital e avançou em direção à região de Mogi das Cruzes e ao Litoral Norte.

Mesmo após o encerramento do alerta, a previsão para esta terça-feira continua indicando possibilidade de chuva forte, temporais, granizo e rajadas de vento que podem superar 60 km/h.

O cenário ocorre justamente no dia em que começa oficialmente a primavera no Hemisfério Sul, às 21h05.


Ponto de alagamento foi registrado no Centro


Um dos principais impactos registrados durante a manhã ocorreu na Rua Jaraguá, no Bom Retiro.

O local apresentou um ponto de alagamento durante a chuva que atingiu a região central de São Paulo.

A ocorrência chama atenção porque o Centro está entre as áreas mais movimentadas da cidade e concentra importantes corredores viários e de transporte público.

Durante episódios de chuva intensa, vias de regiões baixas podem acumular água rapidamente, principalmente quando o volume de precipitação em curto intervalo supera a capacidade de drenagem.


Chuva também provocou queda de árvores


A chuva forte veio acompanhada de vento e provocou ocorrências relacionadas à queda de árvores.

Segundo informações divulgadas nesta manhã, o Corpo de Bombeiros registrou ocorrências na capital, incluindo uma árvore que atingiu um carro na Rua Ferreira de Araújo, em Pinheiros, na Zona Oeste.

Outra árvore caiu na região da Consolação, no Centro.

As ocorrências mostram que os impactos do temporal não ficam restritos aos alagamentos. Rajadas de vento também podem derrubar árvores, galhos e estruturas, causando bloqueios de vias e danos materiais.


Marquise desaba na Faria Lima e deixa duas pessoas feridas


Um dos episódios mais graves da manhã ocorreu na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros.

Uma marquise localizada dentro de um condomínio desabou após acumular água e atingiu duas pessoas.

Uma das vítimas sofreu trauma na cabeça e foi encaminhada ao Hospital das Clínicas em estado grave. A outra teve fraturas expostas na perna e foi levada ao Hospital São Paulo consciente.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 6h54.

Segundo a corporação, a estrutura acumulou água antes de desabar. O acidente ocorreu dentro do condomínio e não provocou interdição da Avenida Brigadeiro Faria Lima.


São Paulo chegou a registrar cerca de 900 km de congestionamento


A chuva também afetou a mobilidade.


Por volta das 8h, a capital registrava aproximadamente 900 quilômetros de congestionamento, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET.

A combinação de pista molhada, baixa visibilidade, ocorrências de trânsito, quedas de árvores e pontos de alagamento aumenta o tempo de deslocamento.

Em dias de temporal, a situação pode mudar rapidamente, com uma via inicialmente livre passando a apresentar lentidão ou bloqueio após uma ocorrência.

Por isso, motoristas devem consultar as condições de trânsito antes de iniciar deslocamentos mais longos.


CGE colocou a Zona Sul em estado de atenção durante a madrugada


O estado de atenção começou às 2h45.

Segundo o CGE, uma área de instabilidade associada à aproximação de uma frente fria provocou chuva de até forte intensidade na Zona Sul.

Durante a ocorrência, havia possibilidade de rajadas de vento e descargas elétricas.

O estado de atenção foi encerrado às 5h09.

A chuva mais intensa deixou a capital e passou a atuar principalmente na região de Mogi das Cruzes e no Litoral Norte.

Na cidade de São Paulo, ainda havia registro de chuva fraca e isolada em áreas da Zona Leste, especialmente entre Penha e Ermelino Matarazzo.


Rajada de 71,6 km/h foi registrada na Zona Sul


O vento também chamou atenção durante a madrugada.

Dados das estações meteorológicas automáticas do CGE registraram rajada de 71,6 km/h na estação da Barragem de Guarapiranga, às 1h40.

Na estação do Carandiru, a rajada chegou a 48,1 km/h.

Na Barragem de Parelheiros, foram registrados 39,4 km/h.

Já nas estações da Sé e da região da Vergueiro, as rajadas chegaram a 37,9 km/h.

Esses valores ajudam a explicar parte das ocorrências de queda de árvores registradas durante a madrugada e a manhã.


Setembro de 2026 já é o mês mais chuvoso em 32 anos


A nova sequência de chuva acontece depois de um setembro excepcionalmente chuvoso em São Paulo.

Segundo o CGE, até as 7h desta terça-feira, a precipitação acumulada na cidade desde o início do mês chegava a 260,9 milímetros em média.

O volume representa 295,3% acima da média climatológica de setembro, que é de 66 milímetros na série utilizada pelo órgão.

O CGE considera setembro de 2026 o mês mais chuvoso dos últimos 32 anos em sua base de dados, iniciada em 1995.

O Inmet também já havia registrado um recorde histórico para setembro no Mirante de Santana, na Zona Norte.


Por que está chovendo tanto em São Paulo?


A instabilidade está relacionada à aproximação de uma frente fria que avança em direção ao Sudeste.

O sistema recebe o reforço de um canal de umidade vindo da região Centro-Norte do país.

Essa combinação aumenta as condições para formação de áreas de instabilidade e favorece chuva forte em diferentes momentos.

Segundo o CGE, o cenário também aumenta o potencial para granizo, rajadas de vento superiores a 60 km/h, alagamentos, transbordamentos de rios e córregos e quedas de árvores.


Primavera começa nesta terça-feira com tempo instável


A primavera começa oficialmente nesta terça-feira, 22 de setembro, às 21h05.

Apesar da mudança de estação, o início da primavera em São Paulo será marcado por chuva e queda de temperatura.

A previsão do CGE indica mínima de 15°C e máxima de 24°C nesta terça-feira.

A umidade do ar deve permanecer elevada durante boa parte do dia.

A quarta-feira, 23, também deve começar chuvosa.

A previsão indica mínima de 13°C e máxima de apenas 15°C, o que deve provocar sensação de frio ao longo do dia.

A chuva deve perder intensidade gradualmente apenas no fim da noite.


Frente fria mantém risco de novos alagamentos


O encerramento do estado de atenção durante a madrugada não significa que o risco desapareceu.

O CGE prevê novas áreas de instabilidade ao longo desta terça-feira.

Como setembro já acumula um volume excepcional de chuva, o solo permanece úmido e alguns rios e córregos podem apresentar maior sensibilidade a novos volumes de precipitação.

A combinação entre chuva intensa e solo já saturado aumenta a possibilidade de novos alagamentos, transbordamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis.


Rio Tietê continua entre os pontos de atenção


A sequência de chuvas também mantém os rios e córregos da capital sob observação.

O Rio Tietê já apresentou episódios de transbordamento durante setembro, afetando principalmente áreas vulneráveis da Zona Leste e da Grande São Paulo.

O Jardim Pantanal está entre os locais que enfrentaram impactos recentes.

O Governo de São Paulo vem executando ações de desassoreamento e outras obras para aumentar a capacidade de escoamento do sistema.

A SP Águas informou anteriormente que mais de 371,9 mil metros cúbicos de sedimentos haviam sido retirados na região do Jardim Pantanal.

O trabalho, porém, não elimina sozinho o risco de enchentes, que depende também da quantidade e intensidade das chuvas, das condições dos rios, da drenagem e da ocupação das áreas de várzea.


Chuva forte exige atenção dos motoristas


Para quem precisa sair de carro ou motocicleta nesta terça-feira, o cenário exige atenção.

Pistas molhadas reduzem a aderência dos pneus e aumentam a distância necessária para frenagem.

A visibilidade também pode diminuir durante pancadas fortes.

Em caso de alagamento, a recomendação é não tentar atravessar a área inundada.

A profundidade da água pode ser difícil de avaliar e a correnteza pode comprometer a estabilidade do veículo.

Além disso, veículos podem apresentar falhas mecânicas quando entram em contato com água em níveis elevados.


Pedestres também devem evitar áreas alagadas


Quem estiver a pé durante uma tempestade deve procurar abrigo seguro.

É importante evitar atravessar ruas alagadas, especialmente quando a água apresenta correnteza.

Também é recomendável manter distância de postes, fios elétricos, árvores e estruturas metálicas durante tempestades com raios e vento forte.

O CGE orienta que a população permaneça em locais protegidos sempre que houver risco associado às condições meteorológicas.


O que esperar até quarta-feira?


A previsão indica continuidade da instabilidade.

Nesta terça-feira, podem ocorrer pancadas fortes, temporais, granizo e rajadas de vento.

Na quarta-feira, a chuva deve continuar desde a madrugada, mas a tendência é de redução gradual da intensidade no fim do dia.

As temperaturas também devem cair.

A mínima prevista para quarta-feira é de 13°C e a máxima não deve passar de 15°C.


São Paulo enfrenta uma sequência excepcional de chuva


A chuva desta terça-feira não é um episódio isolado.

Ela faz parte de uma sequência de sistemas meteorológicos que provocaram volumes elevados de precipitação durante setembro.

O recorde histórico já registrado pelo Inmet e os dados do CGE mostram que a cidade enfrenta um mês muito acima do padrão climatológico.

Nesse contexto, cada novo episódio de chuva forte merece atenção porque pode encontrar rios, solo e sistemas de drenagem em condições diferentes das observadas antes do início do período chuvoso.


O que fazer durante uma tempestade?


A orientação é acompanhar os alertas do CGE, da Defesa Civil e do Inmet.

Durante chuva forte, evite ruas alagadas, não atravesse correntezas e procure abrigo em edificações seguras.

Também é importante não permanecer debaixo de árvores ou próximo a estruturas metálicas durante tempestades com raios.

Em caso de risco imediato, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.


Perguntas frequentes


São Paulo está em estado de atenção para alagamentos?

O estado de atenção emitido pelo CGE durante a madrugada desta terça-feira foi encerrado às 5h09. A cidade, porém, continua sob condições meteorológicas instáveis e com previsão de novas chuvas.


Onde ocorreu o alagamento?

Um ponto de alagamento foi registrado na Rua Jaraguá, no Bom Retiro, região central da capital.


Houve queda de árvores?

Sim. O Corpo de Bombeiros registrou ocorrências de queda de árvores na capital, incluindo uma em Pinheiros e outra na região da Consolação.


Quantos quilômetros de congestionamento São Paulo registrou?

Por volta das 8h, a CET registrava aproximadamente 900 quilômetros de congestionamento.


Qual foi a maior rajada de vento?

O CGE registrou rajada de 71,6 km/h na estação da Barragem de Guarapiranga durante a madrugada.


Vai continuar chovendo?

Sim. A previsão indica continuidade da chuva nesta terça e também na quarta-feira, com redução gradual da intensidade ao longo da noite de quarta.


Setembro de 2026 é o setembro mais chuvoso?

Segundo o CGE, sim. Até as 7h desta terça-feira, a cidade havia acumulado 260,9 milímetros em média, cerca de 295,3% acima da média climatológica de setembro.


São Paulo deve continuar em alerta para chuva e temporais


A manhã desta terça-feira mostra como a combinação de chuva intensa, vento e solo já muito úmido pode provocar impactos rapidamente na capital.

O ponto de alagamento no Bom Retiro, as quedas de árvores, o acidente na Faria Lima e o congestionamento de aproximadamente 900 quilômetros mostram que os efeitos do temporal ultrapassam os pontos tradicionalmente associados às enchentes.

A previsão indica que o tempo continuará instável nos próximos dois dias.

Para os moradores, a principal recomendação é acompanhar os canais oficiais, evitar áreas de risco e adaptar os deslocamentos de acordo com as condições do tempo.

São Paulo entra na primavera ainda sob influência de uma sequência excepcional de chuvas, e o cenário exige atenção especialmente em áreas próximas a rios, córregos, encostas e pontos historicamente sujeitos a alagamentos.


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