Onda de calor atinge São Paulo e temperaturas podem chegar a 40°C em regiões do Estado
- Henrique Ferreira

- há 6 horas
- 7 min de leitura
Massa de ar seco provoca aumento das temperaturas entre quinta-feira (13) e quarta-feira (19). Regiões do norte, noroeste e oeste paulista estão em alerta vermelho; umidade pode ficar abaixo de 30% e risco de incêndios aumenta.

São Paulo entra nesta quinta-feira (13) em um período de forte onda de calor, que deve atingir o Estado até a próxima quarta-feira (19). A Defesa Civil colocou em alerta vermelho municípios das regiões norte, noroeste e oeste paulista, onde os termômetros podem chegar a 40°C em alguns horários do dia.
O fenômeno é provocado pela atuação de uma massa de ar seco, que favorece a elevação das temperaturas e reduz a umidade relativa do ar. Em algumas regiões, os termômetros podem ficar até 7°C acima da média climatológica para o período.
Além do desconforto provocado pelo calor, o tempo seco aumenta a preocupação com a ocorrência de incêndios em áreas de vegetação, principalmente no interior do Estado.
Quais regiões de São Paulo serão mais afetadas?
As áreas que devem enfrentar o calor mais intenso estão concentradas no interior paulista.
A Defesa Civil aponta as regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto entre as mais afetadas pela onda de calor.
Nessas localidades, a previsão indica temperaturas até 7°C acima da média do período climatológico.
Em determinados horários, os termômetros podem alcançar a marca de 40°C.
A situação é resultado da combinação entre a massa de ar seco e a menor influência da umidade marítima nessas áreas.
Norte, noroeste e oeste estão em alerta vermelho
O alerta vermelho emitido pela Defesa Civil representa o nível de maior atenção utilizado para o episódio de calor.
A preocupação não está apenas relacionada às temperaturas elevadas. O ar seco também pode provocar queda significativa da umidade relativa, aumentando os riscos para a saúde e favorecendo incêndios florestais e queimadas acidentais.
No extremo norte do Estado, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% nos períodos mais quentes do dia.
Em alguns pontos, os índices podem alcançar níveis ainda mais preocupantes.
Umidade baixa aumenta risco de incêndios
A combinação de calor intenso, ar seco e vegetação mais ressecada cria condições favoráveis para a propagação de incêndios.
A Defesa Civil já havia alertado, na quarta-feira (12), que a chegada da onda de calor aumentaria o risco de incêndios em vegetação no interior paulista.
O problema pode ser agravado pela ocorrência de queimadas provocadas por ações humanas.
Durante períodos de estiagem, pequenas fontes de fogo podem se espalhar rapidamente, principalmente em áreas rurais, terrenos baldios, margens de rodovias e regiões próximas a áreas de preservação.
Baixada Santista e litoral terão calor menos intenso
O litoral paulista também sentirá a elevação das temperaturas, mas a previsão indica um impacto menor.
Na Baixada Santista, no Litoral Norte e na região de Registro, a influência da umidade proveniente do oceano deve reduzir a intensidade da onda de calor.
Segundo a Defesa Civil, essas áreas devem registrar temperaturas cerca de 3°C acima da média, com máximas previstas em torno de 27°C até quarta-feira (19).
A diferença em relação ao interior é significativa.
Enquanto algumas cidades do oeste e noroeste podem se aproximar dos 40°C, municípios do litoral devem permanecer em uma faixa de temperatura consideravelmente mais baixa.
Por que o litoral será menos afetado?
A explicação está na influência do oceano.
A proximidade do mar aumenta a disponibilidade de umidade e reduz a amplitude das temperaturas, funcionando como uma espécie de moderador térmico.
No interior, onde a influência marítima é menor, a massa de ar seco consegue atuar com mais intensidade.
É por isso que o mesmo sistema meteorológico pode provocar condições muito diferentes dentro do próprio Estado.
E a cidade de São Paulo?
A capital paulista não aparece entre as regiões apontadas pela Defesa Civil como as mais afetadas pela onda de calor extremo.
Isso não significa, porém, que São Paulo ficará livre da elevação das temperaturas.
A previsão estadual indica aumento do calor a partir desta quinta-feira, acompanhado pela redução da umidade do ar. A capital tende a sentir os efeitos da massa de ar seco, mas em intensidade diferente daquela prevista para as regiões do interior sob alerta vermelho.
Para os moradores da Grande São Paulo, a atenção deve estar principalmente na combinação entre temperaturas mais elevadas e ar mais seco.
Calor pode durar quase uma semana
O período de atenção começa nesta quinta-feira (13) e deve se estender até quarta-feira (19).
Isso significa que o Estado poderá passar vários dias consecutivos sob influência da massa de ar seco.
A persistência do fenômeno é um dos fatores que aumentam seus impactos.
Quando as temperaturas permanecem elevadas por vários dias, o solo perde umidade progressivamente e a vegetação fica mais vulnerável à ocorrência e propagação de incêndios.
O que fazer durante a onda de calor?
Em períodos de temperaturas elevadas e baixa umidade, alguns cuidados são importantes.
A população deve manter uma boa ingestão de água e evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia.
Atividades físicas intensas ao ar livre também exigem atenção, especialmente nas regiões onde a temperatura e a umidade apresentarem condições mais extremas.
Crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis devem receber atenção especial durante os períodos de maior calor.
Umidade abaixo de 30% exige atenção
A Defesa Civil alerta que algumas regiões poderão apresentar umidade relativa do ar inferior a 30% durante os períodos mais quentes.
O ar seco pode provocar desconforto respiratório, irritação nos olhos, ressecamento das mucosas e agravamento de problemas respiratórios em pessoas suscetíveis.
Dentro de casa, manter os ambientes ventilados e evitar atividades que aumentem a concentração de fumaça ou poeira pode ajudar a reduzir o desconforto.
Calor também aumenta a preocupação com a saúde
O organismo precisa trabalhar mais para controlar a temperatura corporal durante períodos de calor intenso.
A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode provocar desidratação e outros problemas relacionados ao excesso de calor.
Por isso, a recomendação é evitar permanecer durante longos períodos sob sol forte e dar preferência a locais frescos e ventilados.
A hidratação deve ser mantida ao longo do dia, mesmo quando a pessoa não estiver com sede.
Agricultores precisam redobrar a atenção
O calor e o tempo seco também afetam atividades agrícolas.
A combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade e risco de incêndios exige maior cuidado com máquinas, queimadas controladas, armazenamento de materiais inflamáveis e atividades próximas a áreas de vegetação.
No interior paulista, onde estão concentradas algumas das regiões mais afetadas pela onda de calor, o acompanhamento das condições meteorológicas é especialmente importante.
O risco de incêndios aumenta durante a estiagem
A Defesa Civil mantém atenção especial para incêndios em vegetação durante períodos de tempo seco.
O cenário atual ocorre justamente em uma fase do ano em que a redução das chuvas deixa a vegetação mais suscetível ao fogo.
A combinação entre calor acima da média, baixa umidade e vegetação seca aumenta a velocidade com que as chamas podem se espalhar.
Por isso, a recomendação é não provocar queimadas e denunciar situações de incêndio aos órgãos responsáveis.
Temperaturas devem começar a subir a partir desta quinta
A onda de calor não chega de forma repentina em todas as regiões.
A previsão da Defesa Civil indica aumento das temperaturas a partir desta quinta-feira, com intensificação do calor em diferentes áreas do interior paulista.
O período mais quente deve permanecer ao longo dos próximos dias, com temperaturas significativamente acima da média em regiões do norte, noroeste e oeste do Estado.
São Paulo terá diferenças importantes entre interior e litoral
O mapa da onda de calor mostra uma característica comum do clima paulista: as condições podem mudar bastante conforme a região.
No interior, cidades de Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto podem registrar temperaturas próximas dos 40°C.
No litoral, a influência do oceano reduz o impacto, com máximas previstas em torno de 27°C.
A diferença evidencia o papel da umidade marítima na moderação das temperaturas.
Até quando vai durar a onda de calor?
Segundo a Defesa Civil, o período de maior atenção vai de quinta-feira (13) até quarta-feira (19).
Durante esse intervalo, as condições podem variar de acordo com cada região e novas atualizações meteorológicas podem modificar as previsões.
Por se tratar de um fenômeno meteorológico em andamento, moradores devem acompanhar os avisos emitidos pelos órgãos oficiais.
O que esperar nos próximos dias?
A tendência é de temperaturas elevadas e tempo mais seco no interior paulista durante boa parte do período.
As regiões do norte, noroeste e oeste concentram os maiores riscos, enquanto litoral e Baixada Santista devem sofrer efeitos mais moderados.
Na capital e na Região Metropolitana, o calor também deve aumentar, mas a previsão não coloca a cidade entre os principais núcleos do alerta vermelho estadual.
O cenário deve continuar sendo monitorado pela Defesa Civil.
Perguntas frequentes
Quando começa a onda de calor em São Paulo?
A onda de calor começa a afetar o Estado nesta quinta-feira (13) e deve permanecer até quarta-feira (19).
Quais regiões terão mais calor?
As regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto estão entre as mais afetadas.
São Paulo pode chegar a 40°C?
Em algumas regiões do interior, principalmente no norte, noroeste e oeste, os termômetros podem chegar a 40°C em determinados horários.
A umidade do ar ficará baixa?
Sim. No extremo norte do Estado, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% nos períodos mais quentes.
O litoral também terá onda de calor?
Sim, mas com intensidade menor. Baixada Santista, Litoral Norte e região de Registro devem ter temperaturas cerca de 3°C acima da média, com máximas próximas de 27°C.
Por que o interior ficará mais quente que o litoral?
A influência da umidade marítima ajuda a moderar as temperaturas no litoral. No interior, a massa de ar seco atua com maior intensidade.
Existe risco de incêndios?
Sim. O tempo quente e seco aumenta o risco de incêndios em vegetação, especialmente no interior paulista. A Defesa Civil mantém alerta para o problema durante a onda de calor.
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