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Violência doméstica: veja onde conseguir atendimento 24 horas no Estado de São Paulo

  • Foto do escritor: Henrique Ferreira
    Henrique Ferreira
  • há 3 dias
  • 8 min de leitura

Mulheres vítimas de violência podem buscar ajuda em serviços da rede pública, registrar ocorrência e solicitar medidas protetivas. Veja como funciona o atendimento em São Paulo.


Policial de fone atende em escritório com monitores; na tela, CABINE Lilás e símbolo de apoio à mulher.
Rede de proteção de São Paulo reúne atendimento policial, acolhimento, orientação jurídica e serviços especializados para mulheres vítimas de violência.

Mulheres vítimas de violência doméstica em São Paulo podem buscar atendimento 24 horas por dia por diferentes canais da rede pública. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar. Também é possível registrar ocorrência pela internet e procurar unidades especializadas, como as Delegacias de Defesa da Mulher.

A rede de proteção reúne serviços de segurança, assistência social, atendimento psicológico e orientação jurídica. Na capital, a Casa da Mulher Brasileira, no Cambuci, concentra diferentes serviços e funciona 24 horas.

O objetivo é permitir que a vítima tenha acesso à proteção mesmo fora do horário comercial e possa solicitar medidas previstas na Lei Maria da Penha.


Em caso de emergência, procure ajuda imediatamente


Quando existe risco imediato, a orientação do Governo de São Paulo é acionar a Polícia Militar.

O serviço especializado Cabine Lilás, acionado pelo atendimento de emergência da PM, funciona 24 horas e conta com policiais treinadas para acolher mulheres vítimas de violência, avaliar o risco e encaminhar a ocorrência.

A prioridade nesses casos é retirar a vítima da situação de perigo.

Se houver possibilidade de sair do local com segurança, a mulher pode procurar um lugar protegido, como a residência de familiares, amigos ou outro ambiente seguro, enquanto busca atendimento das autoridades.


Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas


Na capital paulista, um dos principais equipamentos da rede é a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Vieira Ravasco, 26, no Cambuci.

O equipamento foi inaugurado em 2019 e possui aproximadamente 3.659 metros quadrados. O atendimento funciona 24 horas por dia e reúne diferentes serviços destinados a mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

No mesmo espaço funciona a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, que também atende 24 horas.

A estrutura permite que a mulher encontre diferentes serviços em um único local, reduzindo a necessidade de deslocamentos entre órgãos públicos.


O que existe dentro da Casa da Mulher Brasileira?


A Casa da Mulher Brasileira oferece atendimento integrado.

Entre os serviços disponíveis estão acolhimento, escuta qualificada, atendimento psicossocial e atendimento policial especializado. A unidade também conta com brinquedoteca para crianças de zero a 12 anos.

A estrutura reúne ainda órgãos relacionados à Justiça e à proteção das vítimas.

A Prefeitura informa que a unidade conta com serviços da Delegacia de Defesa da Mulher, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Ministério Público e Guarda Civil Metropolitana.

Essa integração é importante porque a mulher pode precisar de diferentes tipos de atendimento depois de registrar uma ocorrência.


Delegacias da Mulher atendem casos de violência doméstica


As Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) são unidades especializadas no atendimento de crimes cometidos contra mulheres.

Entre suas atribuições estão o registro de ocorrências, investigação e apuração dos crimes, além da solicitação de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

A mulher não precisa necessariamente procurar uma DDM para registrar uma ocorrência.

A Prefeitura informa que vítimas também podem procurar uma delegacia comum da Polícia Civil.


Onde ficam as DDMs 24 horas na capital?


Atualmente, a rede municipal informa unidades da Delegacia de Defesa da Mulher com funcionamento ininterrupto em diferentes regiões da cidade.

Na região central, a 1ª DDM funciona dentro da Casa da Mulher Brasileira, no Cambuci, 24 horas.

Na Zona Leste, a 7ª DDM, localizada na Rua Sabbado D'Angelo, em Itaquera, também funciona 24 horas.

A 8ª DDM, na Avenida Osvaldo do Valle Cordeiro, no Jardim Marília, também possui atendimento 24 horas.

As demais unidades especializadas da capital possuem horários diferentes de funcionamento, por isso é importante verificar previamente o atendimento da unidade mais próxima.


Como registrar violência doméstica pela internet?


São Paulo também oferece a possibilidade de registrar ocorrência pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil.

O serviço permite fazer o registro de violência doméstica pela internet, sem necessidade de comparecer imediatamente a uma unidade policial para iniciar a ocorrência.

Essa alternativa pode ser importante para mulheres que não conseguem se deslocar naquele momento ou que precisam iniciar o registro de maneira remota.

Em situações de emergência, entretanto, o registro online não substitui o acionamento da polícia.

Quando existe risco imediato, a prioridade deve ser buscar proteção.


É possível pedir medida protetiva?


Sim.

A rede especializada da Polícia Civil pode receber pedidos relacionados às medidas protetivas previstas pela Lei Maria da Penha.

A medida protetiva pode ser solicitada quando a vítima precisa de proteção diante de uma situação de violência ou ameaça.

O pedido será analisado pelas autoridades competentes conforme as circunstâncias do caso.

Por isso, é importante relatar às autoridades todos os fatos relevantes e apresentar, quando possível, documentos, mensagens, fotografias, vídeos, testemunhas ou outros elementos relacionados à violência.


Violência doméstica não é apenas agressão física


A violência contra a mulher pode assumir diferentes formas.

A situação de violência doméstica pode envolver agressões físicas, violência psicológica, violência sexual, violência patrimonial e outras formas de controle ou ameaça.

Por isso, uma mulher não precisa esperar uma agressão física para procurar ajuda.

A rede de atendimento também recebe mulheres que estejam sofrendo ameaças, controle, perseguição, abuso psicológico ou outras situações previstas na legislação.


Atendimento psicológico e social também fazem parte da rede


A proteção não termina com o registro do boletim de ocorrência.

Mulheres em situação de violência podem precisar de atendimento psicológico, assistência social, orientação jurídica e apoio para reorganizar a vida após o afastamento do agressor.

A Casa da Mulher Brasileira oferece atendimento psicossocial e acolhimento especializado.

A Prefeitura também mantém os Centros de Defesa e de Convivência da Mulher (CDCMs), que oferecem atendimento psicossocial, socioassistencial e jurídico.

Esses equipamentos funcionam como parte da rede municipal de proteção.


E se a mulher precisar deixar a própria casa?


Em situações de risco grave, existem serviços de acolhimento destinados a mulheres que precisam se afastar do ambiente onde vivem.

A Prefeitura mantém Centros de Acolhida Especial para Mulheres em Situação de Violência, destinados a mulheres em situação de violência doméstica e de gênero com risco iminente de morte.

O serviço oferece local seguro e protegido, com caráter sigiloso.

O acolhimento pode incluir mulheres acompanhadas dos filhos, conforme os critérios do serviço.


Postos Avançados ajudam a encontrar o atendimento adequado


A Prefeitura também mantém Postos Avançados de atendimento e orientação.

Esses espaços funcionam como pontos de acolhimento para mulheres vítimas de violência e podem orientar sobre os serviços disponíveis na rede municipal.

Na capital, existem postos em locais como a Estação Santa Cecília, a Estação da Luz e o Terminal de Ônibus Sacomã.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.


Unidade Móvel leva atendimento para diferentes regiões


A Prefeitura também mantém uma Unidade Móvel de Atendimento às Mulheres.

O serviço funciona por meio de uma van que percorre diferentes territórios da cidade, principalmente locais onde não existem equipamentos especializados próximos.

A unidade tem como base a Casa da Mulher Brasileira e participa de ações em diferentes regiões e eventos.

A estratégia permite ampliar o alcance da rede de proteção.


Atendimento em casos de violência sexual


Casos de violência sexual exigem atendimento específico.

A Prefeitura orienta que, em situações que necessitem de atendimento emergencial, como crimes sexuais, a mulher procure um dos hospitais da rede.

O atendimento hospitalar nesses casos funciona 24 horas, todos os dias da semana.

A procura rápida pelo serviço de saúde é importante para que a vítima receba atendimento médico e possa ser orientada sobre os procedimentos necessários.


A vítima não precisa enfrentar a situação sozinha


Um dos principais objetivos da rede de proteção é oferecer diferentes portas de entrada.

A mulher pode procurar a polícia, uma Delegacia da Mulher, a Casa da Mulher Brasileira, serviços de assistência social ou equipamentos especializados.

A existência de diferentes canais é importante porque cada situação possui características próprias.

Em alguns casos, a prioridade será a retirada imediata da vítima do local de risco.

Em outros, será necessário registrar a ocorrência, solicitar proteção, buscar atendimento médico ou receber acompanhamento psicológico e social.


O que fazer depois de uma agressão?


Depois de uma agressão, é importante buscar um local seguro e procurar atendimento adequado.

Se houver ferimentos, o atendimento médico deve ser procurado.

Também pode ser importante preservar documentos e evidências relacionados ao caso, como mensagens, fotografias, vídeos e outros registros.

No momento do atendimento policial, a vítima deve relatar os fatos às autoridades e informar se existe ameaça, perseguição, posse de armas, histórico de agressões ou qualquer outra circunstância que possa aumentar o risco.

Essas informações podem ser relevantes para a avaliação da situação.


Rede de proteção funciona em diferentes níveis


O atendimento à mulher vítima de violência em São Paulo envolve órgãos estaduais e municipais.


A Polícia Militar atua nas emergências.

A Polícia Civil realiza registros e investigações.

As Delegacias de Defesa da Mulher oferecem atendimento especializado.

A Prefeitura mantém equipamentos de acolhimento, assistência social, orientação jurídica e atendimento psicossocial.

A Casa da Mulher Brasileira integra parte desses serviços em um mesmo espaço.

Essa estrutura permite que a mulher tenha diferentes alternativas de proteção de acordo com a gravidade e as características da situação.


Onde procurar ajuda em São Paulo?


A orientação oficial pode ser resumida em quatro caminhos principais.

Em situação de emergência: procure imediatamente a Polícia Militar e saia da situação de risco se houver uma forma segura de fazê-lo.

Para registrar ocorrência: procure uma Delegacia de Defesa da Mulher ou outra unidade da Polícia Civil. Também existe a Delegacia Eletrônica para registro online.

Para atendimento integrado na capital: a Casa da Mulher Brasileira, no Cambuci, funciona 24 horas e reúne serviços especializados.

Para orientação e acompanhamento social: a rede municipal possui CDCMs, Casas da Mulher, Postos Avançados e Unidade Móvel.


A importância de procurar ajuda mesmo quando a violência ainda não é física


A violência doméstica pode evoluir ao longo do tempo.

Ameaças, perseguições, controle financeiro, isolamento social e violência psicológica também podem indicar uma situação de risco.

Por isso, a mulher não precisa esperar uma agressão física grave para procurar orientação.

A rede pública pode ajudar a identificar alternativas de proteção e encaminhar a vítima para os serviços adequados.


São Paulo amplia canais de atendimento 24 horas


A existência de serviços que funcionam durante a noite, nos fins de semana e feriados é especialmente importante em casos de violência doméstica.

Situações de risco não seguem horário comercial.

Por isso, estruturas como a Casa da Mulher Brasileira e as DDMs com funcionamento ininterrupto permitem que a mulher procure ajuda imediatamente, sem precisar esperar o dia seguinte.

O Estado também mantém mecanismos digitais para facilitar o registro de ocorrências e ampliar o acesso à rede de proteção.


Perguntas frequentes


Onde uma mulher vítima de violência pode procurar ajuda em São Paulo?

Ela pode procurar a Polícia Militar em situações de emergência, uma Delegacia de Defesa da Mulher, uma delegacia da Polícia Civil, a Casa da Mulher Brasileira ou outros equipamentos da rede de proteção.


A Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas?

Sim. A unidade localizada no Cambuci funciona 24 horas por dia e oferece atendimento integrado para mulheres em situação de violência.


Onde fica a Casa da Mulher Brasileira em São Paulo?

A unidade fica na Rua Vieira Ravasco, 26, Cambuci, São Paulo.


Existe Delegacia da Mulher aberta 24 horas?

Sim. Na capital, a 1ª DDM, no Cambuci, a 7ª DDM, em Itaquera, e a 8ª DDM, no Jardim Marília, possuem atendimento 24 horas, segundo a rede municipal de proteção.


É possível registrar violência doméstica pela internet?

Sim. A Delegacia Eletrônica da Polícia Civil de São Paulo oferece registro online de violência doméstica.


É possível pedir medida protetiva?

Sim. As Delegacias de Defesa da Mulher podem receber solicitações de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.


Existe atendimento psicológico para vítimas?

Sim. A Casa da Mulher Brasileira oferece atendimento psicossocial, e a rede municipal possui outros equipamentos de atendimento e acompanhamento.


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