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Sindicato ameaça greve nas linhas da CPTM após sequência de falhas e incêndio em trem em São Paulo

Foto do escritor: Henrique Ferreira
Henrique Ferreira
27 de jul.
3 min de leitura

Categoria deu prazo até 31 de julho para resposta do Governo de São Paulo. Caso não haja acordo, paralisação por tempo indeterminado poderá começar em 4 de agosto e afetar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.


Trem vermelho da CPTM parado na plataforma coberta, com passageiros aguardando embarque.
Trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade aprovaram indicativo de greve após uma série de problemas registrados na operação ferroviária.

A crise envolvendo as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da malha ferroviária paulista ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (27). O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil anunciou que poderá iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite de 4 de agosto, caso o Governo de São Paulo não apresente uma resposta às reivindicações da categoria até o próximo dia 31 de julho. A decisão foi aprovada em assembleia realizada pelos trabalhadores após os problemas registrados desde o início da operação da concessionária Trivia Trens.

A mobilização ocorre poucos dias depois de uma sequência de falhas que afetou a circulação dos trens e culminou em um incêndio em um vagão nas proximidades da Estação Brás, na Zona Leste da capital. O episódio provocou pânico entre passageiros e levou a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) a determinar que a CPTM reassumisse temporariamente a operação das três linhas por um período inicial de 90 dias, enquanto as causas dos problemas são investigadas.


Sindicato pede reestatização e garantia dos empregos


Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria está a reestatização das linhas concedidas à iniciativa privada, além da manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM afetados pelo processo de concessão.

Os ferroviários também defendem que o Governo de São Paulo apoie um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que prevê a absorção dos empregados da companhia por órgãos da administração pública estadual em caso de privatizações ou concessões.

Segundo o sindicato, os trabalhadores não responsabilizam diretamente os funcionários da nova concessionária pelos problemas registrados, mas criticam a forma como foi conduzida a transição operacional entre a CPTM e a Trivia Trens.


Governo ainda não recebeu notificação oficial


Em nota enviada à imprensa, o Governo de São Paulo informou que, até o momento, não foi oficialmente comunicado sobre a ameaça de greve e, por isso, ainda não possui um posicionamento formal sobre as reivindicações apresentadas pelo sindicato.


Incêndio acelerou crise na operação


O anúncio da possível paralisação acontece poucos dias após um dos episódios mais graves registrados desde o início da concessão.

Na manhã de 23 de julho, um trem apresentou um curto-circuito no pantógrafo enquanto circulava próximo à Estação Brás. O problema provocou um incêndio em um dos vagões, obrigando passageiros a deixarem a composição e gerando transtornos na operação das linhas.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram faíscas, fumaça e momentos de tensão durante a ocorrência. Apesar do susto, a circulação foi normalizada no dia seguinte, após atuação das equipes técnicas da CPTM e da concessionária.


CPTM reassumiu operação das linhas


Diante das falhas registradas logo nos primeiros dias da concessão, a Artesp determinou que a CPTM voltasse a operar temporariamente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por um período inicial de 90 dias.

A medida inclui o retorno do Centro de Controle Operacional (CCO) à administração da estatal, com acompanhamento da agência reguladora e da concessionária, enquanto são apuradas as causas dos incidentes e o cumprimento das obrigações contratuais.


Próximos dias serão decisivos


A expectativa agora é pela resposta do Governo de São Paulo às reivindicações da categoria. Caso não haja acordo até 31 de julho, o sindicato afirma que iniciará uma greve por tempo indeterminado a partir de 4 de agosto, o que poderá impactar milhares de passageiros que utilizam diariamente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para se deslocar entre a capital e cidades da Região Metropolitana.

Ainda não há confirmação oficial sobre como um eventual movimento paredista poderá afetar a circulação dos trens, mas novas reuniões entre representantes dos trabalhadores e do governo devem ocorrer nos próximos dias.


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